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Politica

Líder do governo critica PEC que impulsiona salários de juízes e promotores: ‘Quebra o país’

Proposta está em análise no Senado e pode ser votada na próxima semana. José Guimarães, líder na Câmara, diz que impacto fiscal da medida prejudica União e estados.

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Líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE)

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), criticou nesta sexta-feira (19) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que concede aumento salarial de 5% a cada cinco anos de serviço para membros do Judiciário e do Ministério Público.

Segundo o deputado, caso seja aprovada, a chamada PEC do Quinquênio “quebra o país” em razão do impacto fiscal.

A proposta turbina o salário de juízes e promotores até o limite de 35% da remuneração do servidor. O valor não seria contabilizado dentro do teto do funcionalismo público (atualmente em R$ 44 mil).

“Se essa PEC prosseguir ela vai quebrar o país. Quebra o país e quebra os estados. Não tem o menor fundamento, na minha opinião. O presidente [Lula] não falou isso. É opinião minha como líder da Câmara. Essa PEC não pode, ela quebra fiscalmente o país”, disse Guimarães.

O líder adiantou que encaminhará voto contra a PEC caso a proposta passa pelo Senado.

Impacto bilionário

Chamada no Congresso de PEC do Quinquênio, a proposta resgata um benefício extinto em 2006 e que foi retomado para o Judiciário em 2022, por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Planalto atua contra a proposta por receio de um efeito cascata e pressão sobre o Orçamento público em todas os níveis – federal, estadual e municipal.

Durante a votação na CCJ do Senado, o líder do governo Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que o impacto fiscal da proposta seria de cerca de R$ 42 bilhões por ano.

Já o líder no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (AP), fez referência a estudos que apontam que o benefício pode levar a um impacto de cerca de R$ 6 bilhões. A projeção, porém, pode sofrer mudanças com o número de carreiras beneficiadas pelo texto.

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Ceará

Capitão Wagner lidera disputa pela Prefeitura de Fortaleza. Evandro, André e Célio seguem em terceiro

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De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Duda Pesquisa, que o pré-candidato Capitão Wagner (União) lidera as intenções de voto, com 32%. José Sarto, do PDT, atual prefeito e pré-candidato à reeleição, aparece em segundo lugar na pesquisa, com 16%. O terceiro lugar está sendo disputado por Fernandes, Studart e Leitão, empatados com 6%. O senador Eduardo Girão (Novo), que também pretende disputar a eleição para a Prefeitura de Fortaleza, tem 5% das intenções de voto. O pré-candidato do PSTU, Zé Batista (PSTU), aparece com 1% enquanto que  Tércio Nunes (PSOL) não conseguiu pontuar.

Dos entrevistados pelo Instituto Duda Pesquisa, 14% afirmaram que não votariam em nenhum destes candidatos e que devem votar em branco ou nulo. Outros 9% não souberam ou não quiseram responder.

Já em relação a rejeição, o atual gestor de Fortaleza, José Sarto, é líder com 22% de desaprovação,  seguido por Capitão Wagner com 18% e André Fernandes tem 10%. A rejeição de Evandro Leitão e Eduardo é de 7%.

De acordo com a pesquisa, os pré-candidatos com menor desaprovação são Tércio Nunes e Célio Studart, com 5%. O levantamento do Instituto ainda diz que os três deputados federais eleitos mais lembrados pelos eleitores são André Fernandes com 18%, Luizianne Lins com 11% e Célio Studart 10%. Fora do podium há André Figueiredo (PDT) com 6%, José Guimarães (PT) com 3%, Eunício (MDB) com 3%, Danilo Forte (União) com 2% e Dayany Bittencourt (União) com 1%.

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Ceará

O senador Eduardo Girão vai ser entrevistado nessa segunda-feira (27) no programa Contraponto da Rádio Clube AM 1200

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O programa contraponto da rádio Clube AM 1200 vai receber nessa segunda-feira (27) em seus estúdios, o senador e pré-candidato a prefeito de Fortaleza pelo partido Novo Eduardo Girão, a entrevista vai acontecer das onze horas até meio dia.

O Contraponto é o um programa que discute política trazendo várias visões sobre diversos assuntos do dia a dia da cidade, do estado e do país.

 

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Politica

Dificuldades do governo com Congresso estão superadas, diz Padilha

Sobre possível encontro com Arthur Lira, ministro diz que seu gabinete ‘está aberto’; Padilha está em São Paulo, onde visitou espaço que receberá unidades do Minha Casa, Minha Vida.

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Ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, negou que exista uma crise entre governo e Congresso e afirmou que dificuldades entre os Poderes estão superadas. Ele está em São Paulo e visitou, no início da tarde deste sábado (20), um espaço que receberá as futuras instalações do Programa Minha Casa, Minha Vida Entidades.

“Não tem crise. Qualquer dificuldade de relação, diálogo, está absolutamente superada”, afirmou. “Vamos repetir neste ano o sucesso da dupla governo federal e Congresso Nacional, que trouxe tantos ganhos para o país.”

O presidente da Câmara, Arthur Lira, tem reclamado da articulação política do governo e chamou Padilha de “incompetente” e “desafeto pessoal”.

As rusgas entre o governo e o Congresso e a preocupação com o avanço das pautas-bomba levaram Lula a se reunir ontem com ministros e líderes no Congresso e deve de reunir na próxima semana com Lira e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, como antecipou o blog da Julia Duailibi.

Questionado sobre a possibilidade de se reunir com Arthur Lira, disse que “seu gabinete está aberto”.

“Meu gabinete está aberto, minha disposição, aberta, meu celular funciona 24 horas por dia”, afirmou. “Estou sempre à disposição de qualquer diálogo, conversa, seja com líderes da base ou da oposição.”

Sobre a reunião de emergência desta sexta entre Lula, ministros e líderes no Congresso, disse que se tratou de um “almoço de rotina” e que trataram do calendário de votações de abril e maio.

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