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Saída de Marcelo Paz da SAF do Fortaleza provoca embate público com Eduardo Girão

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A saída de Marcelo Paz do cargo de CEO da SAF do Fortaleza, anunciada no fim de semana, desencadeou um confronto público com o senador Eduardo Girão. Em menos de 24 horas, as redes sociais se tornaram palco de acusações duras, elevando o tom de uma disputa que ultrapassou o campo administrativo e ganhou contornos pessoais e políticos.

Eduardo Girão foi o primeiro a se manifestar. Em publicação direcionada à torcida tricolor, o senador afirmou solidariedade aos torcedores e criticou o que chamou de “abandono” em um momento delicado do clube. Segundo ele, a gestão financeira da SAF deixou um rombo próximo de R$ 200 milhões, o que, na sua visão, exige explicações mais claras sobre os rumos adotados.

Na mensagem, Girão também questionou a facilidade de administrar com dinheiro em caixa e insinuou que a saída de Marcelo Paz ocorreu justamente quando a situação exigiria mais responsabilidade e cuidado.

O parlamentar, que já teve ligação com o Fortaleza no passado, sugeriu preocupação com a saúde financeira da instituição.
A resposta de Marcelo Paz veio em tom ainda mais contundente. O agora ex-CEO rebateu as críticas, afirmando que Girão permaneceu apenas seis meses na gestão do clube, enquanto ele próprio esteve à frente do Fortaleza por 11 anos.

Para Paz, o senador tenta se apropriar de um discurso moral que não se sustenta diante do histórico de cada um.
Em sua declaração, Marcelo Paz acusou Girão de incoerência, afirmando que o senador prega “paz e bem”, mas adota uma postura de ataque. Ele ainda sugeriu que o parlamentar buscasse “outra pauta”, deixando claro o desgaste entre ambos e o nível pessoal que a discussão alcançou.

O embate repercutiu fortemente entre torcedores e analistas esportivos, dividindo opiniões. Parte da torcida cobra esclarecimentos mais detalhados sobre as finanças da SAF, enquanto outra defende o legado de Marcelo Paz, apontando conquistas esportivas e crescimento institucional durante sua gestão.

Especialistas avaliam que o episódio expõe não apenas divergências individuais, mas também as tensões naturais do modelo de SAF, que exige transparência, resultados e equilíbrio entre gestão profissional e paixões históricas do clube.

Enquanto a troca de farpas segue repercutindo, o Fortaleza tenta manter o foco no planejamento esportivo e administrativo. A crise nos bastidores, no entanto, evidencia que a saída de Marcelo Paz está longe de encerrar o debate sobre o futuro e a condução do clube.

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