Economia
Novo mercado em Fortaleza terá descontos de até 70% para famílias de baixa renda
Fortaleza terá um novo mercado popular com descontos que podem chegar a 70% no preço dos produtos. A iniciativa é voltada a famílias em situação de vulnerabilidade social. O projeto foi anunciado pela Prefeitura nesta semana. O objetivo é ampliar o acesso a alimentos e itens básicos. A ação integra a política municipal de combate à fome.
O equipamento será chamado de Mercado Fortaleza Sem Fome. Ele funcionará no prédio do antigo Colégio Cláudio Martins, no bairro Parangaba. O local passará por adaptações estruturais. A proposta é operar como um mercado convencional. A diferença estará nos preços subsidiados.
Os produtos vendidos incluirão alimentos da cesta básica, itens de higiene e limpeza. Parte dos alimentos será adquirida da agricultura familiar. A prefeitura pretende fortalecer pequenos produtores locais. Os preços serão mantidos abaixo do mercado tradicional. O subsídio público garantirá os descontos.
Para ter acesso ao mercado, será obrigatório estar inscrito no Bolsa Família. Além disso, o responsável deverá ser pai ou responsável por aluno da rede municipal de ensino. A frequência escolar da criança será exigida. O critério segue a lógica das condicionalidades sociais. A estimativa é atender até 216 mil famílias.
A previsão é que o mercado comece a funcionar em junho de 2026. Até lá, o município concluirá as obras e a organização interna. As regras de funcionamento ainda serão detalhadas. A prefeitura afirma que haverá controle de acesso. O objetivo é evitar uso indevido do benefício.
O mercado faz parte do programa Fortaleza Sem Fome. A iniciativa reúne ações voltadas à segurança alimentar. Entre elas, estão restaurantes populares com refeições a baixo custo. A gestão municipal afirma que a proposta é reduzir o impacto da inflação dos alimentos. O foco é a população mais vulnerável.
A administração municipal avalia que o modelo pode ser ampliado. Outros bairros da cidade já estão em estudo. Regiões com maior vulnerabilidade social terão prioridade. A expansão dependerá dos resultados do primeiro mercado. O projeto será monitorado continuamente.
Com a iniciativa, a prefeitura aposta em uma política permanente de enfrentamento à fome. O mercado subsidiado surge como alternativa ao alto custo dos alimentos. A gestão defende que o acesso à alimentação básica é essencial. O equipamento deve funcionar de forma contínua. A expectativa é de impacto direto no orçamento das famílias.