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Lula condena violência doméstica em discurso no Ceará

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pronunciamento contundente contra a violência doméstica durante agenda oficial no Ceará, nesta semana. Em meio ao discurso, Lula afirmou que homens que agridem mulheres não devem sequer considerar apoiá-lo politicamente, reforçando que não aceita votos vindos de agressores.


A declaração ocorreu diante de apoiadores e autoridades locais, em um evento voltado à divulgação de ações do governo federal no estado.

Ao abordar o tema, o presidente afirmou que a violência contra a mulher não pode ser tratada como um problema privado ou restrito ao ambiente familiar. Segundo ele, trata-se de uma questão social que exige posicionamento claro do poder público e da sociedade. Lula destacou que é preciso romper com a cultura de tolerância à agressão e responsabilizar de forma firme quem comete esse tipo de crime.

Durante a fala, Lula direcionou parte do discurso aos homens, defendendo que eles assumam um papel ativo no enfrentamento da violência doméstica. Para o presidente, a mudança passa pela construção de uma postura coletiva de respeito, em que comportamentos agressivos não sejam normalizados nem relativizados. Ele ressaltou que o combate à violência exige participação direta de quem historicamente ocupa posições de poder nas relações sociais.

O presidente também relembrou a importância de marcos legais criados para proteger mulheres em situação de vulnerabilidade. Entre eles, destacou a Lei Maria da Penha como um instrumento fundamental para punir agressores e oferecer mecanismos de proteção às vítimas. Segundo Lula, o desafio atual é garantir que a legislação seja aplicada de forma efetiva em todo o país.

Em outro trecho do discurso, Lula afirmou que a mão de um homem deve ser usada para o trabalho, para o cuidado e para o afeto, jamais para a agressão. A frase foi recebida com aplausos pelo público e rapidamente ganhou repercussão, tornando-se um dos pontos mais comentados da agenda presidencial no estado.

O presidente sinalizou ainda a intenção de ampliar campanhas nacionais de conscientização, envolvendo governos, instituições públicas e sociedade civil. A proposta é reforçar ações educativas e preventivas, especialmente em comunidades onde a violência doméstica apresenta índices elevados, além de fortalecer a rede de acolhimento às vítimas.

A declaração ocorre em um contexto de crescente debate público sobre violência de gênero no Brasil. Casos de agressões e feminicídios têm impulsionado manifestações e cobranças por respostas mais firmes do Estado, colocando o tema entre as prioridades de organizações sociais e movimentos de defesa dos direitos das mulheres.

Ao levar esse discurso ao Ceará, Lula reforça uma linha política que associa enfrentamento à violência doméstica com valores democráticos e de direitos humanos. A fala do presidente não apenas marca posição moral, como também insere o tema no centro do debate político nacional, com possíveis reflexos nas políticas públicas e no cenário eleitoral dos próximos anos.

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