Brasil
José Airton reafirma posição contrária à PEC das Prerrogativas durante compromisso da OMC em Genebra
O deputado federal José Airton Cirilo (PT/CE) está em Genebra, na Suíça, onde participa do Fórum Público da Organização Mundial do Comércio (OMC) 2025, realizado nos dias 17 e 18 de setembro. O evento internacional, que neste ano tem como tema “Aprimorar, Criar e Preservar” (Enhance, Create and Preserve), reúne representantes de governos, parlamentos, sociedade civil, setor privado e academia para discutir os rumos do comércio mundial. A presença do parlamentar cearense reforça o compromisso do Brasil com o diálogo global e com a construção de um comércio mais justo, inclusivo e sustentável.
Enquanto cumpre agenda internacional, José Airton não pôde participar da votação da chamada PEC das Prerrogativas, realizada na Câmara dos Deputados. Em razão do compromisso oficial previamente agendado e da diferença de fuso horário entre Brasil e Suíça, não foi possível registrar seu voto. Ainda assim, o deputado fez questão de manifestar publicamente seu posicionamento, deixando claro que, se estivesse presente, teria votado NÃO.
Segundo o parlamentar, a proposta não corresponde aos anseios da sociedade brasileira. Para ele, trata-se de um retrocesso que favorece interesses políticos em detrimento do bem coletivo. “Infelizmente muitos querem se aproveitar. Essa PEC nada tem de democrática. É um retrocesso que cria blindagem indevida para parlamentares que buscam se proteger de ações ilegais e incorretas, quando nossa prioridade deveria ser o povo brasileiro”, afirmou.
José Airton enfatizou que a missão de quem exerce mandato popular é proteger os direitos da população e zelar pela transparência e pela ética. Em sua avaliação, a PEC das Prerrogativas caminha na direção oposta, ao abrir brechas para a impunidade e enfraquecer os mecanismos de controle. “O Brasil precisa de mais responsabilidade e de um Parlamento comprometido com a justiça, não de medidas que criem privilégios”, reforçou o deputado.
Ao mesmo tempo em que critica a PEC, o parlamentar chama atenção para o que considera as verdadeiras pautas de interesse do povo brasileiro. Entre elas, citou a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. A medida, segundo ele, poderá beneficiar cerca de 20 milhões de brasileiros, aliviando o orçamento familiar e permitindo que mais pessoas tenham condições de investir em educação, saúde e qualidade de vida.
Outra iniciativa destacada por José Airton é a votação da Medida Provisória 1300/25, que trata da Tarifa Social de Energia Elétrica. A proposta garante a redução na conta de luz para aproximadamente 60 milhões de pessoas, representando um impacto direto e positivo no bolso de quem mais precisa. Para o parlamentar, ações como essa revelam qual deve ser a prioridade do Congresso Nacional: assegurar direitos e melhorar as condições de vida da população.
“O Parlamento precisa focar em soluções concretas, que toquem a vida real das famílias brasileiras”, declarou. “A pauta do povo não é a PEC das Prerrogativas. A pauta do povo é a vida, é o emprego, é a renda, é a conta de luz mais barata. É por isso que reafirmo meu voto contrário a essa proposta”, concluiu, reforçando a importância de se debater medidas que tenham reflexos imediatos na vida de milhões de cidadãos.
No cenário internacional, o deputado também cumpre papel estratégico ao integrar a comitiva brasileira no Fórum da OMC. Ao lado do senador Ciro Nogueira (PP/PI) e dos deputados Bacelar (PV/BA) e Júlio Arcoverde (PP/PI), José Airton representa o Congresso Nacional em debates que buscam fortalecer o multilateralismo e a cooperação entre países. O evento é reconhecido como a principal plataforma de diálogo global sobre o futuro do comércio.
Entre os objetivos da participação brasileira, está o de contribuir para o fortalecimento das negociações multilaterais, ampliar o diálogo com outros parlamentares e representantes internacionais e colher subsídios para aprimorar políticas públicas no Brasil. Temas como desenvolvimento sustentável, inclusão social e regulação de novas tecnologias estão no centro das discussões, alinhando-se às pautas defendidas pelo deputado em sua atuação parlamentar.
Para José Airton, participar de um encontro dessa relevância é uma oportunidade de posicionar o Brasil como protagonista nas decisões que moldam o comércio mundial. Ele defende que o país precisa estar preparado para os desafios da economia global, garantindo que o desenvolvimento econômico caminhe lado a lado com a preservação ambiental e a redução das desigualdades. “Estar presente em um debate dessa dimensão significa abrir portas para que o Brasil avance em práticas comerciais mais justas e equilibradas”, observou.
O deputado avalia que a experiência em Genebra fortalece a visão de que política externa e políticas internas devem caminhar juntas. Enquanto contribui para o debate internacional, não deixa de lado as demandas urgentes do povo brasileiro. Para ele, é possível conciliar a participação em fóruns globais com a defesa de propostas que impactem diretamente a vida da população, como a ampliação de direitos sociais e a promoção de um modelo de desenvolvimento mais humano e sustentável.
Ao encerrar sua agenda em Genebra, José Airton reforça que continuará atuando com firmeza para garantir que o Brasil esteja presente nas grandes decisões do comércio mundial e, ao mesmo tempo, para assegurar que no Congresso Nacional prevaleçam as pautas que de fato melhorem a vida da população. “O futuro do nosso país depende de decisões corajosas e de um compromisso inabalável com a justiça social”, concluiu. Brasília, 18 de setembro de 2025.
Brasil
Arquidiocese restringe atuação digital de padre Júlio Lancellotti e decisão gera críticas
A decisão da Arquidiocese de São Paulo de restringir as transmissões das missas e o uso das redes sociais do padre Júlio Lancellotti gerou estranhamento e críticas dentro e fora da Igreja. Conhecido nacionalmente por sua atuação junto à população em situação de rua, o sacerdote agora vive um período de “recolhimento” determinado pela hierarquia católica, em um momento de forte exposição e debate público sobre seu trabalho.
O próprio padre anunciou a suspensão das transmissões ao final de uma celebração, agradecendo à equipe e afirmando que obedeceria à orientação da Arquidiocese. O tom foi de resignação, mas a medida chamou atenção por atingir justamente um dos poucos religiosos que utilizam as redes como extensão direta de sua missão pastoral, alcançando fiéis e pessoas vulneráveis que não frequentam a igreja fisicamente.
A Arquidiocese afirma que se trata de uma decisão interna e temporária, sem dar maiores detalhes. Ainda assim, o silêncio institucional contrasta com o impacto público da medida. Ao optar por restringir a voz de um padre reconhecido pelo trabalho social, a Igreja acaba transmitindo a imagem de que o problema não são os ataques sofridos por ele, mas a visibilidade de sua atuação.
Padre Júlio Lancellotti construiu sua trajetória ao lado dos mais pobres, denunciando a violência contra pessoas em situação de rua, distribuindo alimentos, cobrindo corpos no frio e confrontando políticas públicas que criminalizam a pobreza. Suas ações extrapolam o discurso religioso e se materializam em gestos concretos, que renderam reconhecimento internacional e, ao mesmo tempo, hostilidade de grupos conservadores.
Nos últimos anos, o padre se tornou alvo frequente de ataques políticos e ideológicos, especialmente por sua postura firme em defesa dos direitos humanos. Em vez de um posicionamento público de proteção e respaldo, a resposta da cúpula da Igreja foi reduzir sua presença digital, o que muitos interpretam como uma concessão à pressão externa.
As missas presenciais seguem acontecendo normalmente, mas a ausência das transmissões afasta justamente quem mais se beneficiava delas: idosos, pessoas em situação de vulnerabilidade e apoiadores que encontravam ali uma mensagem de acolhimento e denúncia social. A decisão, ainda que administrativa, produz efeitos que vão além dos muros da paróquia.
Internamente, a Igreja fala em obediência e disciplina. Externamente, cresce a percepção de que a instituição falha em reconhecer o valor pastoral e social de quem vive o Evangelho de forma prática e incômoda. Ao limitar a atuação pública de Lancellotti, a Arquidiocese acaba reforçando uma distância entre discurso religioso e ação concreta.
Enquanto isso, o trabalho do padre segue vivo nas ruas, nas comunidades e na memória de quem foi ajudado. O silêncio imposto pelas estruturas da Igreja não apaga décadas de dedicação aos que raramente têm voz. Pelo contrário, evidencia um conflito cada vez mais visível entre uma fé vivida na prática e uma instituição que parece desconfortável com ela.
Brasil
Deputado José Airton destaca compromisso climático em participação ativa na COP30
O deputado federal José Airton Cirilo participou de uma das etapas preparatórias da COP30, realizada em Belém do Pará, reforçando seu envolvimento nas discussões internacionais sobre políticas climáticas. Sua presença no Fórum de Parlamentares da União Interparlamentar (UIP) evidencia o papel estratégico do Parlamento brasileiro na formulação de diretrizes para enfrentamento da crise climática — tema central para o futuro econômico, social e ambiental do país.
Durante a reunião, parlamentares de 47 países aprovaram um documento com 25 diretrizes essenciais para combater os efeitos do aquecimento global. O texto reconhece que a crise climática representa uma ameaça existencial, com impactos diretos sobre a segurança alimentar, hídrica, energética, a infraestrutura nacional, o sistema financeiro e, principalmente, os direitos humanos.
Entre os pontos defendidos e discutidos, destacam-se:
Transição energética justa e inclusiva, com redução gradual dos subsídios aos combustíveis fósseis — como petróleo, carvão e gás natural — e incentivo ao crescimento das energias renováveis.
Fortalecimento dos planos de adaptação climática, com atenção especial às populações mais vulneráveis aos eventos extremos.
Valorização dos conhecimentos indígenas e tradicionais, reconhecendo sua importância na conservação da biodiversidade.
Incorporação do risco climático nas decisões públicas e ampliação do papel dos bancos multilaterais no financiamento de ações sustentáveis.
Reconhecimento do ecocídio como crime internacional e proteção aos defensores do meio ambiente.
Promoção da pesquisa, inovação e uso da inteligência artificial na busca de soluções para a crise climática.
Combate à desinformação climática, considerada um dos grandes desafios contemporâneos.
A presença de José Airton no evento reforça seu compromisso com o debate global e com a construção de políticas públicas que alinhem o Brasil aos principais esforços internacionais de mitigação e adaptação climática. Para ele, participar das discussões da COP30 significa ampliar a voz do Nordeste e defender uma agenda climática que considere as desigualdades regionais, a vulnerabilidade de comunidades tradicionais e a necessidade de desenvolvimento sustentável.
- Com a Amazônia como palco dessa edição histórica, a participação do parlamentar ganha ainda mais relevância. Além de acompanhar as negociações, José Airton contribui para assegurar que o Brasil exerça liderança nos compromissos ambientais e que as ações adotadas cheguem de forma concreta à vida da população.
Brasil
PF INVESTIGA FRAUDE DE R$ 12 BILHÕES NO BANCO MASTER
A Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar um suposto esquema de fraude financeira envolvendo o Banco Master, cujo prejuízo pode chegar a R$ 12 bilhões. A investigação aponta para a emissão irregular de títulos de crédito e movimentações consideradas atípicas, o que teria causado um rombo significativo na instituição.
A polícia federal prendeu na segunda-feira (17) Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no aeroporto de Guarulhos. Ele estava tentando fugir em um avião particular para Malta, país na Europa.
Durante as buscas, agentes da PF apreenderam R$ 1,6 milhão em espécie na casa de um dos investigados. As autoridades também cumpriram mandados de prisão contra executivos do banco, incluindo o proprietário da instituição. A operação busca identificar a extensão das irregularidades e recuperar valores desviados.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master após identificar fragilidades graves na condução das atividades financeiras. A medida tem como objetivo preservar o sistema financeiro e permitir que um interventor analise as contas, contratos e a real dimensão das perdas.
De acordo com a PF, o esquema se baseava na criação e negociação de títulos sem lastro, prática que teria se repetido por anos. A suspeita é de que o dinheiro movimentado abastecia empresas do mesmo grupo econômico, aprofundando o prejuízo e mascarando a real situação financeira do banco.
A investigação também levanta dúvidas sobre a atuação de sócios e gestores que tinham acesso direto às operações internas. Os agentes afirmam que há indícios de fraude estruturada, com participação ativa da alta direção e uso de empresas paralelas para ocultar recursos.
A PF reforça que a operação faz parte de uma estratégia mais ampla de combate a crimes contra o sistema financeiro, com foco na descapitalização de grupos que utilizam estruturas bancárias para praticar golpes. Segundo os investigadores, novas fases da operação não estão descartadas.
O Banco Central deverá apresentar relatórios detalhados sobre a situação do Master nas próximas semanas, enquanto a PF segue analisando documentos, contratos e fluxos financeiros. O desfecho do caso dependerá da conclusão das perícias, do rastreio dos valores e da responsabilização civil e criminal dos envolvidos.
