Politica
Frota ironiza apoio religioso a Bolsonaro
A declaração do ex-deputado federal Alexandre Frota sobre o apoio de líderes evangélicos ao presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a relação entre religião e política no Brasil. Em vídeo publicado no último sábado (27), Frota ironizou o fato de pastores influentes não terem “curado” os soluços persistentes do presidente.
Embora o tom do vídeo tenha sido interpretado por alguns como provocativo, uma parcela significativa do público avaliou a fala como um questionamento direto ao uso da fé como instrumento político. Comentários nas redes destacaram que a crítica não foi à religião em si, mas ao discurso de milagres associados a interesses de poder.
Entre as reações, usuários afirmaram que Frota expôs contradições presentes em grandes estruturas religiosas que se apresentam como capazes de operar curas e milagres, sobretudo em transmissões televisivas. Para esses internautas, o vídeo trouxe um olhar crítico sobre práticas vistas como manipuladoras.
Outros comentários reforçaram a ironia da situação, questionando onde estariam os milagres anunciados com frequência por líderes religiosos aliados ao presidente. A cobrança simbólica virou argumento para apontar o distanciamento entre o discurso público e a realidade.
Houve ainda quem declarasse surpresa ao concordar com Frota, que é uma pessoa pública envolta em grandes polêmicas. Esse grupo ressaltou que a crítica ultrapassa disputas ideológicas e toca em um tema sensível: a instrumentalização da fé para fins eleitorais.
Apesar do apoio nos comentários, apoiadores do presidente criticaram a fala do ex-deputado e defenderam que o problema de saúde de Bolsonaro não deveria ser usado como objeto de ironia ou debate político. Para eles, a crítica seria desrespeitosa e fora de contexto.
Frota, por sua vez, afirma respeitar todas as religiões, inclusive a evangélica, mas sustenta que líderes religiosos não deveriam prometer curas ou soluções milagrosas enquanto atuam de forma direta no jogo político. A fala reforça seu atual posicionamento crítico em relação ao governo.