Politica
Bolsonaro passa por nova cirurgia para conter crises persistentes de soluço em Brasília
O ex-presidente Jair Bolsonaro passou por uma nova intervenção cirúrgica em Brasília para tratar crises persistentes de soluço, quadro que vinha se agravando após procedimentos recentes. A cirurgia foi realizada no Hospital DF Star e, segundo os médicos, transcorreu dentro do esperado.
Bolsonaro está internado desde 24 de dezembro, quando deu entrada para avaliação médica. No dia 25, ele foi submetido a uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral, considerada bem-sucedida pela equipe responsável.
Após essa operação, porém, o ex-presidente apresentou soluços intensos e contínuos, um problema raro que pode ocorrer quando há irritação de nervos ligados ao diafragma. O desconforto persistente levou os médicos a optarem por um novo procedimento.
No dia 27 de dezembro, Bolsonaro voltou ao centro cirúrgico para a realização de um bloqueio do nervo frênico do lado direito, técnica usada para interromper os estímulos nervosos responsáveis pelos soluços. O procedimento foi feito com anestesia e auxílio de ultrassom.
Dois dias depois, em 29 de dezembro, os médicos concluíram o tratamento com o bloqueio do nervo frênico do lado esquerdo, completando a abordagem planejada para tentar controlar definitivamente o quadro.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou que a cirurgia foi concluída sem intercorrências e que o ex-presidente retornou ao quarto logo após o procedimento, permanecendo em observação.
De acordo com a equipe médica, o estado de saúde de Bolsonaro é estável, e as próximas 48 horas são consideradas importantes para avaliar a eficácia do bloqueio e descartar possíveis complicações.
Os médicos explicaram que o nervo frênico é responsável pelo controle do diafragma, músculo essencial para a respiração, e que sua estimulação anormal pode provocar soluços persistentes e difíceis de tratar.
Caso a recuperação siga sem intercorrências, a previsão é de que Bolsonaro receba alta hospitalar nos próximos dias, possivelmente após o Réveillon. Exames complementares ainda podem ser realizados para investigar outras causas associadas ao problema.
A equipe segue monitorando o ex-presidente, destacando que, apesar de incomum, o tratamento adotado é indicado em casos específicos de soluços prolongados e refratários a terapias convencionais.