De novo: atacada a tiros, a Base da Funai localizada no Vale do Javari, no Amazonas

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Os servidores dessa base, os poucos na ativa, não dispõem de combustível e sofrem ameaças de morte contante

A principal base da Funai (Fundação Nacional do Índio) de proteção a indígenas isolados em um santuário ecológico na Amazônia, o Vale do Javari, voltou a ser atacada a tiros na madrugada sábado (21/09). Os indígenas já falam em perda de controle e situação “insustentável”. Nessa base, faltam combustível e efetivo para fiscalização.

Um grupo estimado em cinco invasores foi surpreendido quando tentava invadir a terra indígena e respondeu com disparos na direção da base no rio Ituí, no Amazonas. Eles conseguiram fugir pelo rio e ninguém ficou ferido na base, onde estavam indígenas e servidores da Funai. Foi o quinto ataque do gênero à mesma base desde o ano passado. Ela funciona como guardiã de uma das principais entradas por Rio no Vale do Javari.

No último dia 6, o colaborador da Funai e funcionário da mesma base atacada no sábado, Maxciel Pereira dos Santos, foi assassinado a tiros enquanto guiava sua moto na rua mais movimentada de Tabatinga (AM), na fronteira com o Peru e a Colômbia. O crime até agora permanece sem solução.

“A situação na base vigilância e com os servidores da Funai se tornou uma situação de insegurança”, disse à Folha neste sábado o líder indígena marubo Manoel Barbosa, o Chorimpa, que confirmou o ataque da madrugada do sábado. “A Funai não tem efetivo, não tem combustível para dar apoio à fiscalização. Os funcionários e os indígenas estão sob ameaça. Os invasores agora estão se aproveitando dessa situação”, disse o líder marubo.

Fonte: Folhapress

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