Ultimas Novidades da Guerra entre Ucrânia e Rússia

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No segundo dia da guerra, a Rússia segue ampliando a invasão contra a Ucrânia, e a capital, Kiev, espera pela chegada de tropas russas ainda nesta sexta-feira (25). É nesse contexto que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) resolveu acionar, pela 1ª vez, a Força de Resposta da aliança e enviar tropas para o Leste Europeu. Assista ao vivo acima a cobertura especial da CNN.

A ativação das tropas de resposta não significa que soldados dos EUA ou da Otan irão para a Ucrânia, que não é membro da aliança. Ela tem o potencial de envolver até 40 mil homens.

De acordo com a Otan, trata-se de “força multinacional altamente preparada e tecnologicamente avançada composta por componentes terrestres, aéreos, marítimos e Forças de Operações Especiais que a aliança pode mobilizar rapidamente, sempre que necessário”.

Nesta sexta, autoridades ucranianas também conversaram com o governo de Vladimir Putin. Um encontro entre ambos líderes pode acontecer, informou o Kremlin, após Zelensky ter mencionado poder discutir a neutralidade do país. O Kremlin afirmou ter entrado em contato com Alexander Lukashenko, presidente de Belarus, para organizar conversas em Minsk, capital do país.

Kremlin dá detalhes sobre proposta de enviar delegação para se reunir com a Ucrânia

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, deu mais detalhes nesta sexta-feira (25) sobre uma proposta lançada no início do dia para enviar representantes à capital bielorrussa de Minsk para conversar com Kiev. O governo russo alega que o lado ucraniano respondeu com uma proposta de se reunir em Varsóvia e depois desistiu do contato. No início da tarde desta sexta, o Kremlin anunciou que o presidente russo, Vladimir Putin concordou em abrir negociações com o governo ucraniano após o presidente do país, Volodymyr Zelensky, dizer que está pronto para discutir a “neutralidade da Ucrânia”.

“Notificamos os ucranianos de uma proposta para falar sobre [o acordo] de Minsk”, informou uma das mensagens do governo russo.

Putin ligou para Aleksandr Lukashenko, presidente da Bielorrússia, para organizar conversas com a Ucrânia, finaliza a mensagem do Kremlin sobre o assunto.

No detalhamento, Peskov explicou como devem ocorrer a negociação. “Putin ligou imediatamente para o presidente [Alexander] Lukashenko e concordou que o lado bielorrusso e o presidente fariam tudo para organizar melhor a chegada das delegações e garantir sua segurança – esse elemento também é importante agora – e as condições para conduzir essas negociações diretamente”.

Em um telefonema com repórteres o porta-voz afirmou. “O lado russo imediatamente, em nome do presidente, formou uma delegação de representantes do Ministério da Defesa russo, do Ministério das Relações Exteriores e da Administração Presidencial. Todas essas informações foram levadas ao conhecimento dos ucranianos”, disse ele.

Peskov ainda acrescentou. “Após uma breve pausa, os ucranianos disseram que queriam ir para Varsóvia. E depois disso eles fizeram uma pausa e deixaram a conexão”, explicou o porta-voz.

Antes das afirmações do representante do Kremlin, o conselheiro presidencial ucraniano Oleksiy Arestovych disse à CNN na sexta-feira que o governo ucraniano está “considerando a proposta”.

O porta-voz do Kremlin afirmou que a pausa foi acompanhada pela implantação de múltiplos sistemas de lançamento de foguetes em áreas residenciais, inclusive em Kiev por “elementos nacionalistas”, algo que Peskov disse que o Kremlin considera “extremamente perigoso”.

5 milhões de ucranianos podem fugir para exterior

Combustível, dinheiro e suprimentos médicos estão acabando em partes da Ucrânia após a invasão da Rússia, o que pode levar até 5 milhões de pessoas a fugirem para o exterior, disseram agências de ajuda da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira.

Pelo menos 100.000 pessoas estão desabrigadas na Ucrânia depois de fugir de suas casas desde que a Rússia lançou seu ataque na quinta-feira, enquanto vários milhares já cruzaram para países vizinhos, incluindo Moldávia, Romênia e Polônia, disse a porta-voz da agência de refugiados da ONU Shabia Mantoo.

“Estamos analisando faixas de 1 a 3 milhões na Polônia, por exemplo… Um cenário de 1 a 5 milhões, incluindo todos os países vizinhos”, afirmou Afshan Khan, diretora regional do Unicef para Europa e Ásia Central, em um briefing da ONU em Genebra.

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