Tour: evite as paradas temerárias de Fortaleza

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Algumas paradas de coletivos de Fortaleza, nos fins de semana e à noite, são evitadas, até pelos valentões

A mania do fortalezense de achar que bairros nobres da cidade são os mais seguros para se viver, nos últimos anos, vem perdendo força. Principalmente, quando se refere ao transporte coletivo. O perigo ronda, seja dia ou noite, nas 11.339 ruas e avenidas da capital cearense. Além dos assaltos, mais drama. A redução da frota de ônibus nos fins de semana.

Na tentativa de fazer serviço prestativo, o site da Rádio Clube 1200 enumera algumas paradas bem perigosas. Devem ser evitadas, notadamente para pessoas desacompanhadas e nos fins de semana. Vamos fazer um roteiro, bem simples, denominado de um “tour bastante temerário”, na capital cearense. O ponto de partida é de livre arbítrio. O corajoso pode começar por qualquer desses pontos de ônibus da cidade. Bairros periféricos ou, os considerados, nobres.

Tente pegar ônibus, qualquer dia da semana, depois das 19 horas, na frente do Sindionibus, Avenida Borges de Melo, número 60, Alto da Balança. Até os moradores do bairro evitam esse local. O local é estrategicamente, perfeito, para os meliantes. Com pouca iluminação, sem residências ou pontos comerciais, isolado e quase escondido debaixo do viaduto da BR – 116.

Outro ponto de ônibus perigoso, principalmente à noite, fica na Avenida Jovita Feitosa quase no cruzamento com a Rua Tipógrafo Sales, Parquelândia. Usuários, principalmente, estudantes sempre estão acompanhados dos pais ou responsáveis. Conforme a universitária Maria Nunes, a situação é mais complicada do que parece. “Quem não tem Bilhete Único, carteira de estudante, Cartão do Idoso, está ferrado. E o pior, a linha Pici-Unifor? Muita gente só depende dela”, denuncia.

Os usuários penam. Tanto pelo precário serviço de transporte coletivo como pelo ataque dos bandidos

As famílias residentes no bairro de Fátima apontam, também, a parada em frente ao número 100 da Rua François Teles de Menezes. Uma senhora, pedindo o anonimato, diz que esse ponto de ônibus é, também, perigoso. “Faz tempo que fujo desse local. O malandros não respeitam ninguém. Eles chegam, abordam e levam o que querem. Quem pode enfrentar uma arma de fogo?”, justifica.

Nem sempre o bandido leva vantagem. A morte de um rapaz, quando tentava assaltar os pedestres da parada da Avenida Pontes Vieira com a Rua Eduardo Bezerra, Dionísio Torres, é exemplo clássico. Apesar da assaltante ter sido baleado, as autoridades da área de segurança pedem para que ninguém reaja às ações dos marginais. A sorte, nem sempre, está ao seu lado.

Fontes: Wikipedia/Fotos: Arquivo da Rádio Clube 1200

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