Terminal de Papicu, na hora do pique, é um caos sem fim

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Passageiros disputam, no horário da correria, no braço, o direito de apanhar um coletivo no Terminal do Papicu

Apesar dos esforços da Prefeitura de Fortaleza, implantando cartões eletrônicos, vias exclusivas para coletivos, infelizmente, nos horários de pique em todos terminais da cidade impera o caos. Como não poderia ser diferente, depois das 17 horas, conseguir entrar em um coletivo no Terminal do Papicu, tem que ser forte. Idosos, crianças e gestantes (cadeirante é raridade) penam no amontoado de passageiros disputando acesso aos ônibus.

Desde sua inauguração, em 23 de janeiro de 1993, Rua Pereira de Miranda n° 187, bairro Papicu (Regional II), esse terminal fica abarrotado de passageiros, sempre nesse horário. Atualmente, são aproximadamente 300 mil pessoas circulando, diariamente, nesse local. É o terminal o mais movimentado da cidade. No início, eram 17 linhas urbanas. Hoje são 45. Algumas linhas 815, 810, dentre outras aos sábados, são as vilãs apontadas pelos usuários. Aos domingos, a situação, também, é triste. É que eles dizem.

A finalidade principal dos terminais de ônibus de Fortaleza era promover mais rapidez, conforto e economia no bolso do fortalezense. Era assim que falava o então prefeito Juraci, na época. Nos 26 anos de atividade desse terminal, as filas enormes estão sempre presentes. Há mais de 6 anos, pegando coletivo no Terminal do Papicu, a escriturária Paula Souza é exemplo de como sobreviver nesse rebuliço. Apesar da baixa estatura e pouco peso.

Desencantada com a falta de coletivos e funcionários organizando as filas nesse terminal, Paula afirma que o sofrimento, ainda é maior, nos dias de jogos de Ceará ou Fortaleza. “Seria bom que o prefeito passasse aqui nessa ocasião. Não me acostumo com tanta brutalidade. Os homens só faltam espremer a gente. As mulheres. Agora são poucos fiscais organizando as filas. É muita bagunça. Além dos empurrões, temos de ficar de olhos nos caras roubando na hora da subida dos coletivos”, relata.

Quando chega fim de semana, os usuários de ônibus se preparam para outro sofrimento. A espera. Os coletivos de algumas linhas, principalmente destinadas aos bairros mais pobres e afastados, conforme os passageiros, somem. Danado de raiva, um pescador das antiga, morando no Caça e Pesca, diz a situação deles jamais mudar. O melhor a fazer, é esperar sentado. “Moço, sou obrigado porque venho do serviço. Se não, ia andando”, desabafa.

Outro passageiro, ouvindo a conversa com reportagem do Site da Rádio Clube 1200, pegou carona e relatou seu drama. Segundo ele, sofrimento é esperar por quase uma hora um ônibus da linha Unifor – Campus do Pici, aos sábados e domingos. Haja paciência, coragem e muita reza forte. “Quem não tem o cartão eletrônico, não vai. É um absurdo. Nosso dinheiro não vale nada. É certo fazer isso com a gente”, avisa, acrescentando que vai pensar melhor nas próximas eleições para prefeito da cidade.

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