Supermercados vendem produtos com preços variando em até 182,32%

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Nos últimos dez meses de 2019, o fortalezense, notadamente a classe trabalhadora, enfrenta os maiores obstáculos da década. De um lado, bem perto, desemprego galopante. De outro, os preços de produtos básicos para sobrevivência, lá nas alturas. A onda da cultura inflacionária, até bem recente quase deletada, está de volta. Pior. Querendo ficar.

Quem achar que não, inclusive os mais abastados, vá fazer o mercantil do mês, se qual for o supermercado. Tanto nas redes de abastecimento da terrinha como de outros estados. Compre os mesmos produtos, mesmas marcas e a mesma quantidade. Depois confira a nota fiscal e veja o quanto você gastou em setembro e compare com a fatura desse mês (outubro). Se a conta bateu ou deu menos. É sorte grande.

Como é impossível, pelo menos por enquanto, esse sonho acontecer, o site da Radio Clube 1200 mostra o resultado da pesquisa realizada, nesta semana, pelo Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza). E essa pesquisa constata preços mais caros nos supermercados de Fortaleza. Em outubro, até (23/10) a inflação pulou e parou em 7,57%. Tornando-se a maior alta desde janeiro de 2019.

O agravante detectado nessa pesquisa, nessa desenfreada de preços é saber que os produtos alimentícios não escapam. Estão mais caros. A média dos 60 produtos (dentre eles alimentos) pesquisados subiu 7,57%, somando R$ 440,82, frente ao levantamento feito nos dias 3 e 4 de setembro). Estes mesmos produtos custavam R$ 409,79. A pesquisa está disponível no aplicativo “Proconomizar” no portal da Prefeitura de Fortaleza.

A pesquisa do Procon encontrou preços que podem variar até 182,32%. O vilão, dessa vez, foi o pimentão. Em determinado supermercado podia ser comprado (o quilo) a R$ 1,98 e noutro a R$ 5,59. O alho (o quilo) preços entre R$ 15,98 a R$ 39,00, com varição de 144,05%. O queijo (o quilo) preços entre R$ 17,90 a R$ 38,90, com variação de 117,31%. Feijão (o quilo) com preços entre R$ 2,32 a R$ 4,99, com variação de 115,08%.

O coordenador de Processos e Julgamentos do Procon Fortaleza, Sérgio Henrique Sales, foi entrevistado ontem no Programa “Tarde da Gente” do radialista Sílvio Augusto, na Rádio Clube 1200. A Pioneira. Ele falou que o Procon fez também comparativo de preços entre as regionais. A Regional III, compreende os bairros Antonio Bezerra, Parquelândia, Quintino entre outros, concentra os preços mais elevados em outubro. A Regional VI apresenta os melhores preços ao consumidor.

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