Remédio amargo: isolamento traz prejuízos para camelôs e pequenos comerciantes

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Vazio total na Pracinha da 13 de Maio. Mais de 90% das famílias permanecem em total isolamento

Depois de pouco mais de 24 horas da publicação decreto estadual proibindo o funcionamento, que vão de templos religiosos a botecos, a situação ficou difícil para os pequenos comerciantes. O Site da Rádio Clube 1200, d’A Pioneira, circulou ontem pelas ruas do bairro de Fátima. E constatou que mais de 80% dos pontos de vendas estão de portas arriadas. As reclamações partem, principalmente, dos consumidores de bebidas alcoólicas.

O sumiço do consumidor desse bairro pode ser notado, de longe, desde a Pracinha da 13 de Maio aos pequenos botecos da Rua Bartolomeu de Gusmão, antiga Comunidade do Trilho. As vendas despencaram, conforme os comerciantes, mais de 70%. Em alguns casos, por exemplo, um mini pet shop dessa rua desde ontem não vendeu nada. A dona desse estabelecimento contou que antes era falta de dinheiro dos consumidores. Agora, agravou mais ainda com a onda do coronavírus.

Uma situação inusitada a reportagem Radio Clube 1200, d’A Pioneira, percebeu durante as entrevistas. Apesar das reclamações da falta de dinheiro no caixa, a maioria dos pequenos comerciantes acreditam que a quarentena é a saída, pelo menos no momento. Um dos veteranos na Comunidade do Trilho, mais conhecido por “Pescoço”, diz que o decreto governamental “quebrou suas pernas”. Na sua casa, a sala, desde a década de 70, abriga produtos que vão desde pá de pedreiro a comida de passarinho.

Mais na frente, outra moradora, há mais de 40 anos na Bartolomeu Gusmão, Carmem Linda, também protesta contra essa situação. Ela é proprietária de um pequeno salão de beleza. “Se não fosse meus vizinhos, a situação estaria mais complicada. A minha clientela (moradoras dos condomínios das proximidades da rua) que tem grana, sumiu. Antes mesmo dessa lei (decreto) do governador. Tomara que passe logo essa doença desgraçada”, desabafa.

A padaria da Rosangela, funcionando há cerca de dez anos, no bairro, também, enfrenta as fortes ondas da recessão junto com Coronavírus. Ela conta que as vendas começaram a cair desde o governo Temer. “De lá para cá, é muita peia. Fui obrigada a alugar a metade do meu ponto para sobreviver. Como se fosse pouco, agora vem esse inferno do Coronavírus. Acho que caiu pela metade do meu faturamento. No momento, todo mundo está penando”.

O decreto do Governo do Estado, publicado ontem, proíbe o funcionamento de bares, igrejas, restaurantes, barracas de praia, shoppings, cinemas, lanchonetes e demais estabelecimentos comerciais não essenciais. Essa medida emergencial objetiva a disseminação do Coronavírus.

Da redação (Arilo Araujo). Foto: do Site da 1200

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