“Rampão” da Avenida Eduardo Girão completa um aninho de existência

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Apesar dos esforços da Prefeitura de Fortaleza, responsável pela conservação da cidade, a rampa de lixo da Avenida Eduardo Girão, quase na esquina da Rua François Teles de Menezes, Fátima, continua firme e forte. Ela é o principal ornamento de natal, desta bela via, para os moradores do bairro. Afora o aspecto feio em si, a dita sujeira é criatório de ratos e insetos. Destes, escorpiões.

O histórico da presença de lixo na Eduardo Girão remete há décadas passadas. Antes toda sujeira caseira e resto de material de construção eram jogados noutro ponto dessa avenida. Mais precisamente, ao pé do muro de um antigo condomínio. Moradores do condomínio reclamaram. A prefeitura intensificou a limpeza e fiscalização. Resultado: local ficou limpo. Passados algumas semanas, a rampa mudou de endereço. Cresceu e fincou moradia do outro lado dessa via no sentido oeste leste.

De uma coisa, os moradores entram em concordância. A rampa existe porque algumas famílias, desta área do bairro, insistem em desovar suas sujeiras em vias públicas. Os catadores de lixo, de material reciclável, não são os verdadeiros responsáveis por essa poluição. Defendendo esse argumento, as famílias que se sentem prejudicadas avisam: se a Prefeitura de Fortaleza não atuar como mais rigor esse pedaço da avenida será sempre vista como rampão.

Morando quase colada à rampa, dona Antônia, residindo na Rua François Teles de Menezes, desde início da década de 70, lembra que por mais que peça para não despejarem lixo nesse local, não é atendida. “Não quero fazer confusão. Mas o resto de material de construção do tipo: vaso sanitário, cerâmica de piso e armários embutidos não são coisas de gente pobre. Só pode ser da turma que tem grana e que não pensa no resto da comunidade”, desabafa indignada.

Outra moradora das antiga no bairro, dona Waldecy afirma que suas reclamações já foram enviadas aos órgãos competentes. Contudo, a rampa continua crescendo. “É certo que passam carros da limpeza urbana. Mas a Prefeitura, vereadores o pessoal das associações de bairro devem se unir e tomarem medidas mais duras. Não só com pessoal da reciclagem. Essa gente sobrevive de lixo. Atacar os culpados que pagam para jogar porcaria nesse local”, sentencia, lembrando que mais uma ano vai findando e a poluição continua a mesma.

Fonte: Redação do Site da Rádio Clube 1200/Arilo Araujo com texto e fotos.

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