Cultura
Rádio lidera ranking de credibilidade entre os brasileiros
Em meio à avalanche de desinformação que circula diariamente nos meios digitais, o rádio segue firme como o veículo de comunicação mais confiável para os brasileiros. É o que aponta a pesquisa Credibilidade das Mídias, realizada pela agência de inteligência Ponto Map em parceria com a V-Tracker. Segundo o levantamento, 81% da população considera o rádio uma fonte confiável de informação.
Mesmo sendo superado em alcance por outras mídias, como a TV por assinatura e sites de notícias, o rádio lidera o ranking de credibilidade, com uma diferença de seis pontos em relação ao segundo colocado. A confiança nesse meio é resultado de uma relação histórica entre o rádio e a população brasileira.
Em entrevista ao 85+, a presidente da Associação Cearense de Rádio e Televisão (Acert), Cármen Lúcia, comentou sobre esse laço construído ao longo do tempo. “A primeira transmissão de rádio no Brasil aconteceu durante a comemoração dos 100 anos da independência. Desde então, o rádio passou a ser visto como uma ponte segura entre a informação e o povo”, afirmou.
Essa tradição se reflete também no consumo de produções em áudio. De acordo com o estudo Inside Rádio 2024, da Kantar IBOPE Media, 91% dos brasileiros escutam algum tipo de conteúdo em áudio — seja por AM, FM, streaming ou podcasts.
“O rádio tem uma característica única: ele faz parte da rotina das pessoas de forma próxima e acessível. Está no carro, no celular, no trabalho e em casa. Ele dialoga diretamente com o ouvinte e mantém o compromisso de informar, entreter e prestar serviço com responsabilidade”, reforçou Cármen durante a conversa.
Em um cenário cada vez mais marcado por excesso de informações e notícias falsas, o rádio se mantém como um porto seguro. A proximidade com o público e a facilidade de acesso fazem dele um elo essencial entre a informação e a sociedade.

Ceará
Sana 2026 se estabelece como um dos maiores festivais Geeks do país.
O Sana 2026 Parte 01 realizado no Centro de Eventos do Ceará durante o último final de semana, trouxe novamente para o Ceará diversas atrações que muitos nunca esperariam ver em um estado do Nordeste, tendo em conta todas as dificuldades logísticas, atores requisitados pelo mundo como Jack Gleeson, eternizado como Joffrey Baratheon em Game of Thrones, além de Clive Standen, de Vikings, e Lucy Martin, conhecida por interpretar a Rainha Ingrid participaram do evento, conversando com o público e participando de meet & Greet.
A primeira parte da edição 2026 do Sana registrou público de 100.856 pessoas ao longo de três dias e reforçou o impacto cultural, econômico e social do evento no Ceará. Consolidado como o maior festival geek do Norte e Nordeste, o Sana transformou Fortaleza em vitrine nacional da cultura pop e do entretenimento, com reflexos diretos no turismo, na economia criativa e na projeção cultural do estado.
Durante os três dias de evento, o público teve acesso a uma programação diversificada, com participação de dubladores, criadores de conteúdo, competições, apresentações artísticas, espaços temáticos e experiências interativas. A proposta do festival foi oferecer mais do que uma agenda de atrações, reunindo entretenimento, bem-estar e convivência em um ambiente de celebração, criatividade e inclusão.
“Este foi o maior janeiro do Sana. Já batemos o número de 100 mil visitantes nos três dias. O Sana hoje é muito mais que um evento, é um hub de projetos de impacto, principalmente para os jovens”, afirmou o presidente da FCNB e um dos fundadores do festival, Daniel Braga.
Criado em 2001, o Sana surgiu a partir da iniciativa de jovens cearenses de criar um espaço para celebrar a cultura pop e as tradições asiáticas. Ao longo de mais de duas décadas, o evento deixou de ser um encontro voltado aos fãs de animes para se tornar o maior festival geek e pop do Norte e Nordeste. Promovido pela Fundação Cultural Nipônica Brasileira, o Sana é reconhecido como um dos pilares da economia criativa no Ceará, com impacto direto no turismo e no fortalecimento da diversidade cultural a cada edição.
Cultura
Multidão protesta contra feminicídios em Fortaleza
Milhares de pessoas ocuparam a Praia de Iracema, em Fortaleza, no sábado (7), em um ato contra o feminicídio e a violência de gênero.
A manifestação reuniu mulheres, homens e representantes de movimentos sociais, transformando a orla em espaço de denúncia, memória e cobrança por respostas efetivas do poder público.
O protesto ganhou ainda mais força diante de três feminicídios recentes que chocaram o Ceará e foram lembrados ao longo do ato. Os crimes, ocorridos em contextos distintos, tiveram em comum a violência extrema e a proximidade dos agressores com as vítimas, reforçando a denúncia de que muitas mulheres são mortas dentro de relações marcadas por controle e agressões contínuas.
Durante a manifestação, os casos foram citados como exemplos de falhas na prevenção e na proteção das vítimas. Cartazes, falas e intervenções simbólicas destacaram que, em parte dessas situações, havia histórico de violência doméstica e sinais claros de risco que não foram suficientes para impedir os assassinatos.
O ato integrou uma mobilização nacional realizada simultaneamente em diversas capitais brasileiras. Em Fortaleza, a concentração percorreu trechos simbólicos da Praia de Iracema, reunindo manifestantes em um dos pontos mais visíveis da cidade para ampliar o alcance da mensagem.
De acordo com os organizadores, mais de 80 coletivos, entidades e movimentos sociais participaram da mobilização. Grupos feministas, organizações de direitos humanos e redes de apoio a mulheres em situação de violência estiveram presentes, reforçando a articulação entre quem atua na linha de frente do acolhimento.
Entre as principais reivindicações estavam o fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, a ampliação de casas de acolhimento e mais estrutura para delegacias especializadas. Manifestantes também cobraram respostas mais rápidas do sistema de Justiça e maior fiscalização das medidas protetivas.
Outro ponto recorrente nos discursos foi a necessidade de envolvimento de toda a sociedade no combate à violência de gênero. Os participantes destacaram que o feminicídio não é um problema isolado, mas resultado de uma estrutura social que ainda naturaliza agressões e silencia vítimas.
O protesto foi encerrado de forma pacífica, com homenagens às mulheres assassinadas e a promessa de continuidade da mobilização.
Para os organizadores, lembrar os três feminicídios que chocaram o estado é uma forma de impedir o esquecimento e reforçar que cada vida perdida representa uma falha coletiva que precisa ser enfrentada.
Cultura
Arquitetura 2026: autenticidade é o novo luxo
O universo da arquitetura entra em 2026 com um espírito completamente diferente. Depois de anos repetindo fórmulas visuais — casas brancas, móveis neutros, cimento aparente e aquela estética “igual em qualquer lugar do mundo” — surge uma ruptura quase silenciosa, mas muito poderosa: a busca por autenticidade. O que era tendência vira ponto de saturação, e as pessoas começam a pedir exatamente o contrário do que dominou a última década.
Essa virada nasce de um cansaço coletivo. Ambientes perfeitos para fotos, mas que não dizem nada sobre quem mora ali, começam a perder sentido. A palavra de ordem agora é identidade: espaços que expressem história, origem, afeto e personalidade.
Adeus ao genérico, olá ao único
Nos relatórios globais de design, esse movimento já tem nome: Standardization Fatigue. Segundo o estudo WGSN/Nelly Rodi 2025, 70% dos consumidores de alto padrão já colocam a singularidade acima da estética industrializada. Não querem peças replicadas em milhares de casas, mas sim objetos que carregam contexto, artesanato e intenção.
É nesse cenário que a arquiteta Joana Rezende, especialista em Construções Sustentáveis, observa uma mudança clara:
“Os moradores estão rejeitando a casa que parece cenário. Eles querem se enxergar nos ambientes, reconhecer suas raízes e sentir acolhimento”, diz. A fala resume a guinada emocional por trás desse novo modo de projetar — sem transformar a arquiteta em protagonista da matéria, apenas ecoando uma percepção técnica que vem se tornando consenso.
A volta para o lugar de onde viemos
Se singularidade é o novo luxo, a regionalidade virou ferramenta. Materiais locais, tramas artesanais e paletas inspiradas na cultura de cada região reaparecem com força, não como nostalgia, mas como afirmação contemporânea. Dados da ABD mostram essa mudança na prática: a procura por peças artesanais e móveis de design nacional cresce 45% em dois anos, enquanto a mobília importada perde espaço.
É o chamado “Design Geográfico”: um conceito que combina sustentabilidade, identidade e pertencimento. Ambientes deixam de ser apenas bonitos para se tornarem narrativas visuais sobre território e memória.
Casas que abraçam: a ascensão do afeto projetado
Outro protagonista dessa nova fase é a Neuroarquitetura. Em 2026, projetar não é apenas montar um layout, mas criar estados emocionais. Cores que despertam lembranças, objetos herdados, plantas que aproximam a natureza e luz natural como elemento de bem-estar definem o que especialistas já chamam de “Ambiente Afetivo”.
O Global Wellness Institute reforça a tendência: projetos biofílicos e iluminados naturalmente estão associados a até 15% de redução no estresse dos moradores. A casa deixa de ser só abrigo — vira santuário, cura e extensão emocional da vida.
