Queiroga: não há motivo para manter status de emergência sanitária no Brasil

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O ministro da Saúde Marcelo Queiroga afirmou nesta quarta-feira, 1º, que não há motivo para manter status de emergência sanitária no Brasil, em relação ao enfrentamento ao coronavírus. Em entrevista à CNN, o integrante do governo federal argumentou que o entendimento se baseia na queda de mortes e números de casos não comparáveis com outros picos durante a pandemia.

“A pandemia foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) por meio de um regulamento sanitário do qual o Brasil é signatário. Não vivemos mais status de emergência, mas continuamos a viver com o vírus”, afirmou Queiroga.

“Vamos ter que lidar com a sazonalidade de contaminações, mas acredito que o sistema de saúde tem condição de enfrentar novos casos. Nesse período estamos fortalecidos, com 7 mil leitos de terapia intensiva como legado desse período. Por isso nós temos a segurança de encerrar a emergência de saúde nacional.”

O ministro da Saúde assinou em 22 de abril uma portaria de encerramento da emergência de saúde pública de interesse nacional da pandemia da covid-19. O fim do status teve um prazo de transição de 30 dias para adequação dos governos federal, estaduais e municipais, ou seja, a medida passou a valer efetivamente em 22 de maio.

Na entrevista desta quarta-feira, o ministro da Saúde ainda pregou moderação a respeito da varíola dos macacos, doença recentemente identificada em algumas regiões do mundo.

“O Ministério da Saúde está sempre vigilante com possíveis ameaças à saúde pública. Na semana passada eu estive na reunião da OMS e não existia uma preocupação especial com esse tipo de problema. Temos a doença registrada em 24 países, além do foco na África central”, comentou Queiroga.

“Temos três laboratórios aptos a fazer esse diagnóstico no país atualmente. Estamos monitorando três casos, que não foram confirmados. Temos condições de vacinar o público-alvo, que é muito restrito, pelos que sabemos hoje. São profissionais de saúde que tiveram contato com esses pacientes. Neste momento temos que transmitir uma palavra de tranquilidade e de responsabilidade sobre medidas sanitárias.”

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