PT lança candidatura a Senado no Ceará e projeta apoio a candidato PDT em meio a “confusão” com alas dentro do partido

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O governador Camilo Santana (PT) foi oficialmente indicado pelo Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores no Ceará para disputar por uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano. Além de também ter ficado definido a continuidade do acordo com o PDT para as eleições de outubro. Essa reunião acontece depois de alas do PT ficaram descontentes com apoio irrestrito a candidatura a governo do PDT e defendem a candidatura própria do partido.

O governador Camilo Santana (PT) reagiu, na última sexta-feira (28), a queixas de outras lideranças do PT cearense que apontam falta de espaço dado ao partido no Governo do Ceará. Diante do argumento de petistas contrários à aliança com o PDT, o governador afirmou que “nunca” fez um Governo “que procurasse atender grupos ou alas partidárias” e disse lamentar que algumas figuras da legenda ajam movidas por “projetos individuais”.

O senador Cid Gomes, o governador Camilo Santana e o deputado federal José Guimarães têm dialogado no sentido de manter o acordo político-eleitoral entre as duas legendas, com o PDT encabeçando a chapa para a chefia do Palácio da Abolição.

Alas petistas ligadas a Luizianne Lins e José Airton contestam a aliança e discutem um movimento de candidatura própria.

Em meio a esse movimento interno, que realizou evento para discutir a tese na última quinta-feira (27), a reunião do diretório estadual acabou aprovando uma cláusula que mantém a aliança em torno dos partidos que participaram da campanha eleitoral de Camilo e que ajudaram o petista a governar na Assembleia Legislativa do Ceará.

É claro que o PDT, prioritariamente, está nesse bloco. Dentro do arco de alianças, e com Camilo lançado ao Senado, dificilmente o PT teria a possibilidade de indicar também o nome para governador.

O documento, que indicou ainda outras prioridades, foi aprovado por mais de 70% dos votos, deixando claro a força de alas do PT que trabalham pela continuidade da aliança com o PDT.

CANDIDATURA PRÓPRIA

O deputado federal José Airton, que é um dos que alimentam o movimento interno “PT lá e cá”, declarou à coluna que “a resolução aponta para a manutenção das alianças atuais, deixando aberta a definição de nomes ou siglas que ocuparão os espaços na formação da chapa”.

A deputada federal Luizianne Lins já havia dito no encontro “PT lá e cá” que mantém diálogo com o ex-presidente Lula sobre as alianças no Ceará. Segundo ela, não tem nada definido, já que a decisão será tomada nacionalmente.

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