Presidente do PDT diz que não serão admitidas “vozes discrepantes” após decisão de candidatura

0

O PDT Ceará reuniu nesta segunda-feira, 11, as bancadas estaduais e federais, na tentativa de contornar os conflitos quanto à candidatura do partido ao Governo do Estado. O presidente estadual André Figueiredo disse que “não serão admitidas vozes discrepantes” contra quem vier a ser escolhido, uma vez que a decisão seja tomada. A reunião do diretório estadual que deverá selar a definição da sigla está marcada para 18 de julho.

A aliança governista atualmente está rachada. Uma parte defende a reeleição da governadora Izolda Cela, enquanto outra é favorável à candidatura do ex-prefeito Roberto Cláudio (PDT). Os últimos dia foram de agravamento na crise que marca a escolha do nome que disputará o Palácio da Abolição, principalmente após a divulgação de pesquisa interna que dá vantagem a RC. Ele apareceu a quatro pontos do líder da sondagem, o deputado federal Capitão Wagner (UB). Já Izolda está a 22 pontos de distância do adversário. Antes mesmo do anúncio do resultado, Izolda minimizou o peso da ferramenta, alegando que pesquisas retratam apenas o retrato do momento a três meses das eleições. E defendeu que os partidos aliados participem da decisão. 

O ex-governador Camilo Santana (PT), principal entusiasta da candidatura Izolda, defende que a pedetista tem o direito natural de concorrer à reeleição, e vem articulando nos bastidores para fortalecer o nome da governadora. Foi dele o aval para que cinco partidos aliados lançassem um manifesto pró-Izolda. No fim de semana, foi a fez de deputados estaduais que integram a aliança governista na Assembleia lançarem carta em apoio a Izolda Cela: 28 parlamentares, o que representa 73,8% da base aliada, disseram que querem a pedetista concorrendo a mais um mandato. Desses são do próprio PDT. 

Além da frente legislativa, uma “onda” de prefeitos passou manifestar defesa pela candidatura da atual governadora. Vereadores pedetistas como Enfermeira Ana Paula e Júlio Brizzi acusam uso da máquina do Palácio da Abolição, com o dedo de seus articuladores, para fazer a mandatária prevalecer sobre Roberto Cláudio. A atuação seria do assessor de Assuntos Institucionais Nelson Martins (PT), que negou qualquer tipo de pressão. Segundo o petista, o movimento foi espontâneo. O fato é que o novo episódio provocou ainda mais insatisfações e aprofundou o desgaste no consórcio governista, que caminha a passos largos para se desfazer.

Fonte: O Povo

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui