Praça da 13 de Maio é ocupada por barracas

0
A Praça da 13 está perdendo suas características e beleza devido ocupação de barracas

A ocupação desordenada de barracas na Praça da Igreja de Fátima, na Avenida 13 de Maio, há décadas é uma questão de debates dos moradores do bairro. Em administração passada, a Prefeitura de Fortaleza fez cadastro, organizou e construiu quiosques padronizados para os antigos comerciantes. Na atual gestão municipal, mais barracas foram instaladas nesse logradouro público.

O Site da Rádio Clube 1200 entrevistou alguns comerciantes e constatou o seguinte. Como ocorre em outras praças da cidade, parte dos permissionários da praça, sem permissão do poder municipal, arrendam seus pontos e ocupam novo espaço na praça. Seria legal, caso o terreno fosse de área privativa. Como se não bastassem, dizem que não estão errados. A Prefeitura, pelos menos até agora, não atacou esse tipo de negociação.

Sabendo dos problemas que poderão enfrentar no futuro, os comerciantes evitam aprofundar as informações sobre essa questão. Uma senhora, arrendatária de uma barraca na Praça da 13 (como é conhecida no bairro) diz que paga cerca de R$ 1.200,00 de “aluguel”. A primeira finalidade da barraca era para vender revista, jornal, livros, bombons e cigarro. Com tempo foram agregados, picolés, refrigerantes, água, coco, salgados e mais recentemente o famoso vatapá.

As famílias do bairro, fizeram questão de frisar, que não são contra de forma alguma a sobrevivência dos comerciantes. Todos têm direito. E também deveres. Desde que, a Prefeitura de Fortaleza fiscalize de forma sistemáticas, principalmente a venda de alimentos. Que a Prefeitura ainda não mais ceda licenciamento de espaço para comércio na pracinha. Foi aí, que os moradores ficaram apreensivos.

Conforme do Maria das Graças, frequentadora das missas da Igreja de Fátima, as barracas fixas na pracinha, nos últimos anos foram ampliadas as suas estruturas. “Lembro-me bem que só havia duas barracas fixas. Nessa administração municipal, foi permitido entrar mais um comerciante. Inicialmente, vendia sapatos. Depois sapatos e bolsas. A barracas não era fixa. Agora tem uma lanchonete. E a barraca está pregada no piso com cimento. E agora? Cadê o prefeito que não vê isso”, indaga.

Um antigo morador do bairro e funcionário público, preferindo o anonimato, afirmou que o perigo da ocupação desordenada da Praça da 13 anda de mãos dadas com as eleições municipais. “Como vamos saber que o prefeito não vai mais ceder espaço em nossa praça? Nunca. Já entrou um comerciante, que por sua vez já passou a venda para terceiros, nessa administração. Sei lá se não vão doar mais”, sentencia.

Fonte: Reportagem e fotos desse site.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui