Polícia desmonta acampamento de apoio ao presidente Bolsonaro

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Os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tiveram que deixar o acampamento na Esplanada dos Ministérios na manhã de hoje (13/06). Uma operação coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e o DF Legal desocupou a área pública em cumprimento a um conjunto de leis federais e locais, além do decreto do GDF que proíbe aglomeração por conta da pandemia mundial do coronavírus. 

O secretário do DF Legal, Gutemberg Tossate, ressaltou que a ocupação daquele espaço era ilegal. “Existe um decreto federal que define a Esplanada como área de segurança. Portanto, um acampamento nos moldes como aquele, com pernoite, churrasco contraria todas as normas legais vigentes”, explica.  Um dos acampamentos, ligado ao movimento que se intitula “300 do Brasil”, estava ao lado do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O outro, ao lado do Ministério da Agricultura.

Em denúncia enviada ao Correio por meio do telefone Coronavírus CB (99119-8919), um servidor da Esplanada relatou que o grupo acampado entre os blocos C e D, circulava sem máscara e sem respeitar o distanciamento social.

“A minha aflição nos últimos dias tem sido o fluxo de pessoas no citado espaço, transeuntes, vendedores ambulantes. O pessoal não utiliza máscaras e não respeita nenhum distanciamento das pessoas. Em um momento em que os casos  de contaminação tendem a aumentar a postura do grupo é extremamente irresponsável e preocupante”, desabafou. No DF é proibido circular em espaços públicos sem máscara sob pena de multa de até R$ 2 mil para pessoa física e de R$ 4 mil para estabelecimentos. As multas são aplicadas desde 18 de maio.

A desmobilização do acampamento é alvo de uma ação civil pública das 1ª e 2ª promotorias de Justiça Militar do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Em caráter de urgência, o órgão pediu à Justiça a desmobilização do grupo intitulado Os 300 do Brasil e a proibição da retomada do movimento, que se reúne em Brasília desde o fim de abril com o intuito de “treinar” apoiadores do presidente Jair Bolsonaro para, dentre outros objetivos, “expor e combater o totalitarismo da esquerda”. Este mês, a Justiça negou pedido do MPDFT.

Fonte: Correio Braziliense/Foto: (Matheus Ferrari/CB D.A Press)

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