Coronavírus migra para a periferia da Grande Fortaleza

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Todo cuidado é pouco. Contudo, em vários bairros da periferia da cidade os moradores não levam a o isolamento

As comunidades mais pobres de Fortaleza são alvos fáceis de contágio. Não precisa ser cientista para saber dessa tese. Infelizmente, quem não está dando atenção são justamente os moradores dessas áreas. O péssimo exemplo dado pelo Governo Federal é um dos responsáveis por esse descaso, além da total ignorância de muitas famílias. Os estudiosos temem pelo estrago que o covid-19 possa fazer nesses bairros da periferia da Capital.

O coordenador da Célula de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e professor do curso de Medicina da Universidade de Fortaleza, Antonio Lima comenta sobre o assunto. O novo coronavírus chegou a Fortaleza nos bairros mais centrais da cidade, na Regional II. Agora em outros pontos já foram registrados contágios pelo covid-19. A recomendação básica é somente uma: ficar em casa. Isolamento social.

Conforme Lima caso haja descumprimento dessa regra recomendada pela responsáveis da saúde e da OMS muita gente corre risco de vida. “Nesse momento, é de propagação para outras áreas e mais preocupante no Grande Pirambu e no Grande Vicente Pinzón (Mucuripe) porque temos observado casos graves e óbitos suspeitos nesses bairros”, revela.

A infecção viral teve como porta de entrada os bairros Meireles e Aldeota, que possuem maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Lima diz que são casos vinculados e importados. Vieram com moradores que viajaram para outros Estados e países. Só hoje (10/04), em Fortaleza, foram registrados 1.313 casos confirmados e 45 óbitos.

Fonte: PMF/Arilo Araujo/Foto: (Reprodução)

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