Paulinho sobrevive, na raça, vendendo bombom e água mineral

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Paulinho da Banca ensina como surfar, por vias normais, a onda de inflação e recessão que assola o País

Faça sol ou faça chuva, de 5 horas e 30 minutos até depois das 18 horas, de segunda a sábado, Paulo Ricardo André da Silva, “Paulinho da Banca” está no batente. Sua banquinha está funcionando ao lado do número 95, Avenida 13 de Maio, desde 1988. Na sua jornada de sobrevivência, Paulo Silva, mantém, sabiamente, a freguesia. Prova. Alguns ontem eram crianças. Hoje adultos. Passam e compram, no mínimo, bombons.

De longe quem passa pela avenida, avista a banquinha de Paulinho repleta de produtos de festa de aniversário. Pelos, assim, ele descreve seus produtos. Abarrotada, a banquinha sustenta uma variada oferta de bombons, doces, pirulitos, pipoca industrializada e goma de mascar. Há alguns anos, oferece aos usuários, barras de doce energético, chocolates, café e água mineral. Bem escondido, cigarro. Ele segue a tendência atual. Abaixo o fumo.

Paulinho conta, rapidamente, à reportagem do site da Rádio Clube 1200 parte de sua trajetória empreendedora. Até meados de 1988, ele tinha uma banquinha similar, bem em frente ao Jornal o Povo. “Apostei que nesse ponto, dava para sustentar minhas crias. Antigamente, aqui aponta (imóvel com parede servindo de apoio à sua banca) era o Sindiônibus. Nesse ponto da 13 de Maio só existia as linhas Circular, (linha extinta) Pontes Vieira da CTC e Parangaba – Náutico”, relata.

Apesar das poucas linhas de ônibus, Paulinho diz que vendia bastante. “Tinha dia que fazia até mais de R$ 400,00. Era tempo bom. Além dos bombons, revendia vale transporte. Dava uma graninha boa. Foi na época, que começou a passar mais linhas de coletivo. Quase esqueço de meus produtos, só vendendo esses vales. Cheguei a vender 200 durante o dia”, relembra saudoso.

As vacas magras, conforme Paulinho, começaram a aparecer com a reconstrução da Avenida Aguanambi. A situação para comerciantes nesse trecho das avenidas 13 de Maio e Aguanambi ficou tensa. Se os proprietários mais abastados sentiram o baque, imagine os pequenos comerciantes. “Quase fechei a banca. Minhas vendas caíram mais de metade. Mesmo assim, continuo no ramo. Afinal, vivo disso aqui”, revela.

Apesar da ressaca financeira, principalmente, nos últimos 12 meses, Paulinho informa, quem pretende montar seu próprio negócio, como manter a freguesia. “Rapaz, tem homem feito, formado em faculdade que comprava na banca quando era menino. É muita gente que conheço daqui. Sempre tive respeito por todos. Do doutor ao peão”, argumenta, acrescentando que a vontade de sustentar a família, com dignidade, é a sua força. É seu segredo de ficar tanto tempo no ramo.

Um freguês, “das antiga”, Marcelo Marques, relembra de quando começou a comprar bombom e pipoca na banquinha de Paulinho. “Ainda fazia o Fundamental I. Acho que tinha uns 16 anos. Paulinho sempre nos atendia bem, mesmo sendo estudante. Hoje, sou formado em Direito, moro aqui perto e continuo passando por aqui. Agora o considero ainda mais meu amigo”, argumenta,

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