O Carnaval sem fantasias

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Não poderia ser outra a decisão tomada pelo governador e pelos prefeitos municipais cearenses, no contexto da situação grave que estamos vivendo. Não teremos a tradicional movimentação carnavalesca este ano, pois a prioridade é mesmo evitar festas, desfiles de rua e todas as demais formas de aglomeração que só poderiam complicar mais ainda o momento difícil que o Ceará e o Brasil ainda atravessam. 

Embora toda a atividade econômica que se desenvolve em função dos festejos tenha sido prejudicada, o mais urgente é a preservação da saúde. Os hospitais públicos e privados já se encontram abarrotados de vítimas da Covid-19, como previram, aliás, muitos profissionais da saúde ainda nos últimos dias, diante do registro de ajuntamentos de pessoas nas festas de Natal e Ano Novo. 

A falta de consciência de muitos, principalmente dos mais jovens, contribuiu demais para que chegássemos novamente ao quadro difícil com o qual ainda nos deparamos. Diante deste contexto, outra não poderia ser a precaução, com responsabilidade e sentido de cidadania, das autoridades estaduais. Sem dúvida, teremos o Carnaval do descanso para a maioria, ainda que certo número de pessoas, como usualmente ocorre todos os anos, se desloque para as cidades do interior. 

Todas as medidas anunciadas, inclusive a suspensão de viagens de transportes intermunicipais dentro do território cearense durante o carnaval e a proibição de quaisquer festejos mominos no Ceará, têm por objetivo impedir que a situação ainda piore mais. Este ano teremos o Carnaval sem fantasias, sem tamborins, sem desfiles de rua. 
Além do turismo em Fortaleza, naturalmente afetado pelo momento atual, cidades como Paracuru, Camocim, Aracati e Jijoca de Jericoacoara viverão uma folia diferente, sem a balbúrdia tradicional, priorizando a saúde. É bom que assim ocorra, para o bem de todos.

Gilson Barbosa / jornalista

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