Natal? Ano Novo? Tente explicar o significado para quem sobrevive, na rua

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A luta pela sobrevivência do pedinte, cristão e trabalhador é retrato fiel do Brasil atual

Mês de dezembro. Precisamente os dias 25 e 31 são de grandes momentos para grande parte dos moradores do planeta Terra. Principalmente, para os ditos cristãos. Nascimento de Cristo (25/12) data simbólica e convencionada. E Virada do ano, (31/12) para quase todos habitantes do chamado Mundo Ocidental. Comemorações regadas com muita comida e bebida. Muitos abraços, beijos e aperto de mão.

Bem, pelo menos esse é o pacote do cenário vendido pela mídia desde o final de novembro para a massa consumidora do Brasil. Nosso caso, Fortaleza, no Ceará. Muitos se esforçam durante o ano inteiro para comemorar, notadamente, a passagem o Ano nas praias ou fazendo viagens. Se realmente essas datas importantes fossem comemoradas por todos. Seria simplesmente, maravilhoso. Desde os mais ricos, até os mais simples moradores dessa terra.

Infelizmente, essa paisagem idílica só existe na cabeça do pessoal do marketing, com objetivo de vender. A qualquer preço. Contudo, nos últimos três anos, a recessão avisou, bateu e entrou de porta adentro, da pátria amada. Não há fake news, dizendo o contrário que segure. Agora vejamos. Se a situação está ruim para quem tem emprego, renda, moradia, família e saúde. Imagine para quem mora na rua. Desempregado. Só.

Esse lado triste do Natal e Ano Novo pode ser bem representado, sem retoques, pela situação do morador de rua, Daniel. Como milhares espalhados pelo Brasil, a história da derrota de Daniel (ele prefere não dizer seu sobrenome) começa quando há cerca de três anos perdeu emprego. Apesar de ser eletricista, bombeiro hidráulico, pedreiro e servente de pedreiro não encontrou emprego. Desencantado da vida, tentou suicídio.

Segundo Daniel essa parte da vida quer esquecer. Já basta de sofrimento dia após dia. Mês após mês. Apesar dos grandes obstáculos não desiste e tenta sobreviver, pedindo esmola no sinal da Rua Martins Rodrigues com a Avenida 13 de Maio. “Você não sabe a vergonha que tenho. Há mais de três anos estou desempregado. Sou do interior e vim buscar sustento pra família. Agora, estou nessa situação. Não desejo esse mal a ninguém”, sentenciou.

Perto das 15 horas, Daniel com cartaz de papelão suplicava ajuda aos motoristas e transeuntes desse cruzamento. De dez carros parados, somente um jogava algumas moedas. “Só não morro de fome porque o pessoal do restaurante me dão o que sobra. Água, tomo na torneira da praça”, relatou, acrescentando que até aquele horário tinha apurado pouco mais de cinco reais. Ainda agradeceu, pela sorte nesse dia.

1 COMENTÁRIO

  1. Excelente matéria. O assunto é muito comum e ocorre na maioria das cidades grandes em nosso Planeta Terra. É de difícil solução, em razão de diversas circunstâncias que o envolvem. E todo caso, talvez, tivesse uma diminuição, se a classe parlamentar fosse renovada em cerca de noventa por cento, retirando a praga de corruptos que infesta o cenário politico, notadamente, aqui no Brasil

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