Na Pátria Amada, em 2021, preços de bebidas continuam nas alturas

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O preço da cerveja, neste ano, poderá continuar ainda mais alto

Quem gosta de saborear uma “biritinha”, como por exemplo cerveja, é melhor preparar os bolsos. Essa bebida vai ficar ainda mais cara. Em relação ao tíquete médio, a categoria de cervejas apresentou alta de 19,3% nos últimos três meses (de 2020) nas compras analisadas. Agora pensem como será em 2021, quando o consumidor vai esquecendo, aos poucos, as festividades de final de ano.

O CCO (Chief Communications Officer) da Neogrid Software S.A., Robson Munhoz, fala sobre esse aumento. Justifica que foram e continuam sendo vários fatores para se chegar na atual situação. Dentre eles, principalmente, a subida exagerada do dólar e novo modo de consumo de bebida do brasileiro, nesse período de pandemia. Como consequência a principal bebida alcoólica brasileira, a cerveja, atingiu em outubro 18.92% de ruptura (sumiço de marcas).

Conforme Robson Munhoz, a explicação para a alta ruptura da cerveja está na cadeia produtiva, mais especificamente, no fornecimento de vidro e lata para a confecção das embalagens. Avisa: “Não estamos falando em desabastecimento. Há falta de algumas marcas. Se falta embalagem não tem como produzir e vender cerveja no mercado. É importante que a indústria e o varejo estejam compartilhando informações para que os desafios não sejam ainda maiores na cadeia de abastecimento. Senão ninguém ganha o jogo”.

O diretor-executivo do Grupo Petrópolis, Marcelo de Sá, responsável por rótulos como Itaipava, Petra e Crystal lembra que “o lúpulo, o malte, as embalagens, tudo depende do dólar“. Sendo assim, o pensamento o cidadão brasileiro fica afinado com o de Marcelo. É impossível haver redução de custo, para o consumidor final, com a política econômica praticada no momento atual.

Marcelo diz ainda que a cerveja vai ficar mais distante do assalariado devido o preço do produto. Contudo anuncia algumas saídas. “Para essas camadas (família de baixa renda), existem dois caminhos: ou diminuir no volume ou na qualidade”, diz o analista. Lembrete para os afortunados. “Já os importadores de vinhos e destilados vão procurar opções mais baratas lá fora para vender com o mesmo preço aqui.”

Fonte: Portal Newtrade/Arilo Araujo/Foto: (Reprodução) 

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