Moradores são expulsos de casa em Fortaleza após ameaças de facção criminosa; Polícia investiga o caso

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Dezenas de moradores de uma vila localizada no bairro José de Alencar, em Fortaleza,foram expulsos de suas residências após ameaças de uma facção criminosa. O local ficou abandonado e pertences foram deixados para trás. A Polícia Civil do Ceará (PCCE) investiga o caso.

A reportagem do Sistema Verdes Mares apurou que as expulsões na vila, que fica entre as ruas Osvaldo Aguiar e Juvêncio Cruz, aconteceram depois de dois homicídios registrados na região. Os imóveis ficaram completamente desabitados, com portas arrancadas.

“Os moradores fugiram das residências sem tempo de levar móveis, guarda-roupa, sofá, roupas e outros objetos pessoais. Vizinhos da fila suspeitam que o local esteja sendo utilizado para esconder ilícitos e para uso de drogas.”

A vila fica localizada a dois quarteirões de distância da rua Manuel Teixeira de Melo, onde foi filmada uma invasão de uma facção criminosa, no último dia 13 de novembro. As imagens de uma câmera de monitoramento mostram pelo menos dez homens e até uma criança armados.

Questionada sobre a expulsão dos moradores, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) respondeu que “as denúncias referentes a possíveis ameaças contra os moradores são apuradas por meio do 26º Distrito Policial (26º DP) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE)”.

“A SSPDS orienta que outras pessoas que tenham sido vítimas auxiliem nas investigações por meio de registro de Boletim de Ocorrência (BO), que pode ser feito em qualquer unidade policial ou por meio da Delegacia Eletrônica (Deletron), no site www.delegaciaeletronica.ce.gov.br, a qualquer hora do dia ou da noite.”

Ainda de acordo com a SSPDS, equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) realizam o policiamento diuturno no bairro José de Alencar através de de uma base fixa instalada na região no último dia 12 de novembro no local e de viaturas. “O Batalhão de Policiamento de Prevenção Especializada (BPEsp) da PMCE coordena ações com o objetivo de coibir práticas criminosas contra os moradores. A medida faz parte do protocolo policial específico desenvolvido pelo batalhão especializado para o atendimento desse tipo de ocorrência.”, completa.

Fonte: Diário do Nordeste

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