Maradona, glória e decadência

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Diego Armando Maradona (1960-2020), lenda do futebol mundial, nos deixou precocemente. Experimentou a glória de inúmeros êxitos esportivos. Garoto pobre da periferia de Buenos Aires, desde os nove anos sua habilidade com a bola fê-lo ingressar nas categorias de base do Argentinos Juniors, pequeno clube conhecido por revelar novos talentos. Aos 15 anos, disputava jogos preliminares, chamando a atenção de todos. Foi contratado pelo Boca Juniors em 1981 e, no ano seguinte, já jogava pelo Barcelona, da Espanha, obtendo várias conquistas. Depois brilharia no italiano Napoli (1984-1991), dando àquele clube os dois únicos títulos nacionais que possui até hoje. Na seleção argentina, foi campeão mundial sub-20 no Japão, em 1979, e bicampeão, como profissional, na Copa do Mundo de 1986, no México.

Naquela competição, em célebre jogo contra a Inglaterra, poucos anos após o fim da Guerra das Malvinas, a Argentina venceu por 2×1, com dois gols de Maradona: o primeiro, chamado de “A Mão de Deus”, feito com uma discreta “ajuda” de sua mão esquerda, e o outro, considerado “o gol do século”, em que driblou cinco adversários, inclusive o goleiro Peter Shilton. Em 30 de outubro de 1997, jogando pelo Boca Juniors novamente, anunciou seu final de carreira como jogador. Depois foi técnico de várias equipes na Argentina, Emirados Árabes e México. Quando morreu, treinava o Gimnasia y Esgrima, da cidade argentina de La Plata.

Porém, se brilhou com seu 1,65m de altura e o domínio para driblar seus oponentes em campo, Maradona chegou à decadência, sucumbindo às drogas. O vício arruinou-o nos gramados, na vida pessoal e familiar e deformou-o fisicamente. Chegou a ser preso por porte de cocaína e, em um de seus acessos contra a imprensa argentina, deu tiros para afastar repórteres. Não fosse a tragédia da dependência, teria dado ainda muitas alegrias ao futebol. Triste fim de um grande craque.

Gilson Barbosa- jornalista

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