LULOPETISMO: DELÍRIO E TRAGÉDIA

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Poeta Pereira contra Lula em verso escorreito

Barros Alves
 
Muito bem dita é a expressão atribuída ao poeta Mário Quintana, segundo quem “um poeta satisfeito não vale nada.” O poeta é intrinsecamente, pela própria natureza da personalidade artística, um ser rebelde, que não se acomoda ante as mesmices do cotidiano, não se queda genuflexo ante as intempéries da vida, não se junge aos poderosos, não se submete a pressões de qualquer natureza. Empunha o verso como o lutador na arena empunha a adaga e o gládio. Ontem como hoje os poetas continuam empenhados em mudar o mundo pela palavra que denuncia injustiças, chicoteia os poderosos, cospe nos vermes que empesteiam a sociedade. Entre nós um nome há que se alteia como espécime fidedigno e nobre da raça dos poetas. Chama-se Pereira de Albuquerque, desde a juventude um tecedor de teias poéticas. Bafejado pelas musas, com mistério e magia, encanta os seres mortais. Sendo lírico ou epigramático, romântico ou realista, Pereira de Albuquerque é voz poética que se levanta com a altivez de um gladiador do verso. Verso rítmico, firme, aprumado, sonoro; às vezes doce como o favo de mel da jandaíra, outras ígneo como uma flecha em chamas. O irrequieto, o poeta revolta-se com os descalabros em que lideranças políticas meteram o País, no limiar da década dos anos dois mil, protagonizando um dos mais vergonhosos e degradantes  escândalos de corrupção de que se tem notícia na história pátria: o chamado Mensalão. E, posteriormente, com a descoberta das falcatruas protagonizadas pelo lulocomunopetismo, sob a liderança do então presidente da República, Lula da Silva, que foi condenado, inclusive, no primeiro dos dez processos a que responde como réu no Judiciário brasileiro. Surge, então, a denúncia irada, em versos flamejantes, como dardos a perfurar a consciência enlameada dos ladrões da Pátria travestidos de paladinos da moralidade pública e de defensores dos trabalhadores. “Lulopetismo: Delírio e Tragédia” é coletânea contendo cerca de quaro mil trovas, distribuídas em 640 páginas (RDS Editora, 2019), nas quais o poeta alia a melhor poesia à contundente crítica política, para vergastar os protagonistas da grande roubalheira que, no caso do Mensalão, culminou com a Ação 470, julgada no Supremo Tribunal Federal, condenando vários larápios granfinos. E em outras ações, no caso do Petrolão, que já enviou ao xilindró a cúpula do PT e alguns figurões de partidos aliados, uma verdadeira organização criminosa. Pereira de Albuquerque lança nesta quarta-feira uma obra pujante, boa catilinária poética, que iguala o autor aos melhores epigramistas da língua portuguesa, tais como Gregório de Matos Guerra ou Bocage. Espantoso é que as mesmas personagens do Mensalão protagonizaram o outro gigantesco escândalo de corrupção com recursos públicos, batizado pela mídia de Petrolão, numa referência à mais importante estatal brasileira, a Petrobras, saqueada pelos criminosos que transformaram partidos políticos em organizações criminosas. Essas personagens que enodoam os valores pátrios e fatos escabrosos por elas protagonizados são detonados em verso escorreito.
O livro de Pereira de Albuquerque tem lançamento marcado para a próxima quarta-feira, dia 20, no Ideal Clube. Terei a honra de ser o apresentador do autor e da obra. Telefone do autor: 3231.3181.

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