Lápides, túmulos e lágrimas

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Na velocidade com que vem escoando-se este insólito ano, chegamos novamente ao momento de relembrarmos a memória de nossos entes queridos, com a chegada do feriado de Finados. Conforme a citação bíblica do livro de Gênesis, em seu capítulo três, versículo 19, devemos sempre ter em mente que, como pecadores, somos pó e ao pó tornaremos um dia. Assim, desde tempos imemoriais, a humanidade sepulta seus mortos. Nos campos santos, presta-lhes reverência e homenagem, por tradição, a cada 2 de novembro. Dia em que os cemitérios receberão grande contingente de pessoas que dirigir-se-ão aos túmulos de seus familiares e amigos. Neste 2020, especialmente, muitas lágrimas serão derramadas sobre esses locais, diante das lápides dos sepulcros, não somente num preito pelas almas dos antepassados, mas também por tantas vidas que ceifadas foram por conta de uma pandemia que ainda assusta e incomoda.

Nenhum de nós imaginaria , ao iniciarmos o ano, que viríamos a enfrentar um período tão difícil, marcado por uma doença que alastrou-se brutalmente pelo planeta e, só no Brasil, já chegou a mais de 160 mil mortes até o momento. Como se não tivéssemos que sofrer as perdas naturais de parentes por conta das doenças habituais ou da violência incessante e cruel de nossos dias, vieram ainda somar-se a estas as perdas de vítimas do coronavírus! Neste Dia de Finados, muitas velas serão acesas, orações serão pronunciadas e lágrimas cairão relembrando até pessoas que jamais pensaríamos estarem mortas antes que este ano findasse.

Infelizmente, nem a emoção das celebrações, das pétalas de rosas jogadas do céu ou as notas de violinos e pianos serão suficientes para mitigar o choro de tantos que repentinamente viram-se privados de pais, filhos, irmãos, tios e amigos ao longo destes meses. Mesmo assim, peçamos a Deus para que aplaque suas dores de alguma maneira. E, a todos, a nossa solidariedade!

Gilson Barbosa
Jornalista

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