# Lamaçal: Moro é demitido, sai atirando e pega no presidente

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A demissão do ex-ministro Moro pelo presidente Jair vai motivar muita dor de cabeça para família de Messias. Como diz um dos maiores jornalistas do Brasil, Mino Carta, “até o reino mineral” sabe que tanto Bolsonaro como Sergio se aproveitaram do esquema Lava Jato para se promoverem. Ambos chegaram alcançar seus objetivos. Um, a presidência da República e outro ministério da Justiça.

Passado o período de ajustes, cada um fazendo seu ponto, começaram a mostrar seus verdadeiros interesses. Jair governar, a seu modo, a Pátria Amada, atropelando a Constituição Federal. O outro, ex-ministro buscando espaço na mídia para projetos políticos futuros. Até ontem Moro era o herói de Messias. Hoje, Moro é o traíra e aproveitador do cargo que exercia. Tudo isso acontecendo na maior crise econômica do planeta de mãos dadas à pandemia provocada pelo Coronavírus.

A seguir vamos mostrar, por enquanto, o desenrolar da demissão de Moro. São trechos das trocas de acusações entre Jair, Sergio com participação especial da dita deputada Carla Z., bem aproximada de Messias. Ela chama o presidente, de JB. A mercadoria toda postada em seu celular, mostra que Jair é bem mais culpado.

Ao realizado seu pronunciamento, na tarde de ontem, o presidente acusou Moro de negociar a saída de Maurício Valeixo, ex-diretor da Polícia Federal, em troca da sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal (STF). “Mais de uma vez o senhor Sérgio Moro falou pra mim, você pode trocar o Valeixo sim, mas em novembro, depois que o senhor me indicar para o Supremo Tribunal Federal”, afirmou o Bolsonaro.

Por sua vez, Sérgio Moro divulgou trecho de conversa com a deputada federal do PSL e aliada de Bolsonaro. Na conversa, Carla Zambelli diz: “Por favor, ministro, aceite o Ramage”, em referência a Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, um dos nomes cotados pelo presidente para assumir o controle da Polícia Federal. Ela completa, propondo a ida de Moro para o Supremo. “E vá em setembro para o STF. Eu me comprometo a ajudar. A fazer JB (Jair Bolsonaro) prometer”. 

Eis que Moro diz: “Não estou à venda”. Zambelli insiste: “Ministro, por favor…… milhões de brasileiros vão se desfazer”. Respondendo ao dito por Moro, ela diz: “Eu sei. Por Deus eu sei. Se existe alguém no Brasil que não está a verba é o sr” (Sic). “A verba” parece ser erro de digitação para “à venda”. 

Sergio Moro conclui a conversa dizendo: “Vamos aguardar, já há pessoas conversando lá”, em referência a tentativa de aliados de convencer o presidente a mudar de ideia.  

Logo em seguida, Moro negou a acusação por meio de uma rede social, no início da noite de ontem (24/04). “A permanência do Diretor Geral da PF, Maurício Valeixo, nunca foi utilizada como moeda de troca para minha nomeação para o STF. Aliás, se fosse esse o meu objetivo, teria concordado ontem com a substituição do Diretor Geral da PF”, disse o ex-juiz na publicação.

Fonte: Correio Braziliense/Arilo Araujo/Foto: (Reprodução)

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