Inigualáveis: Angeli, Glauco, Laerte e Henfil…

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Henfil e a sua luta contra a escuridão

O Site da Rádio Clube 1200, d’A Pioneira, presta homenagens a brasileiros que dedicaram suas vidas a fazer alegria. Humor, hoje raro na Pátria Amada. Vamos começar contando momentos de suas vidas que hoje faz parte da história do jornalismo, teatro, cinema brasileiros. A jornada de humor é iniciada por Henrique de Souza Filho, o Henfil.

A seguir, Alexandre Matias relata um pequeno trecho das peripécias de Henfil. O cartunista Henrique de Souza Filho nasceu em Ribeirão das Neves, 5 de fevereiro de 1944 e faleceu no Rio de Janeiro, 4 de janeiro de 1988.

Se dá para ter uma ideia da zorra que devia ser um apartamento dividido pelo Daniel Filho, Hugo Carvana e Miéle no Leblon dos anos 60, dá para imaginar como seria um lugar desses em Higienópolis, habitado por Glauco, Laerte, Angeli e Henfil no fim dos anos 80? O Edmundo recapitula esse convívio em seu blog:

E entrar para o círculo de amizades de Henfil não significava apenas conversas em salões de humor ou encontros eventuais. Henfil, como já fizera com outro jovem promissor, o Laerte, levou Glauco para morar em seu amplo apartamento no número 419 da Rua Itacolomi, no bairro de Higienópolis em São Paulo. Ao time de moradores logo se juntariam os cartunistas Angeli e Nilson.

Sim. Isso aconteceu. Por um bom período, Henfil, Glauco, Angeli e Laerte viveram sob o mesmo teto. Detalhes dessa insólita convivência estão narrados em “O Rebelde do Traço – a vida de Henfil”, biografia escrita por Dênis de Moraes lançada em 1996 pela José Olympio Editora.

A vida no “bunker”, como o apartamento da Itacolomi foi apelidado, parecia a de uma república socialista, conta Dênis no livro. Henfil era paternalista ao extremo com seus seguidores e queria inclusive moldar o trabalho deles em treinamentos supervisionados pelo guru.

Fonte: Alexandre Matias/Arilo/Imagens (Divulgação)

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