Hacker bolsonarista diz que “Lava Jato” objetivava prender Gilmar e Toffoli

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O hacker Walter Delgatti Neto, “Vermelho”, seguidor do presidente da República, afirmou recentemente, em entrevista, que a Operação “Lava Jato” queria prender ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é responsável por acessar mensagens trocadas entre procuradores da República do Paraná e o ex-juiz Sergio Moro. No histórico do bolsonarista de carteirinha, consta acusação de ter estuprado a cunhada.

De acordo com o jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, a entrevista completa de Delgatti só vai ao ar neste domingo, às 19h15. A ConJur teve acesso a um pequeno trecho da conversa que o repórter teve com o tal hacker. No trecho divulgado, o jornalista pergunta se o hacker acha que a “Lava Jato” queria prender integrantes da Suprema Corte. Delgatt diz: “Eu não acho, eles queriam. Inclusive Gilmar Mendes e Dias Toffoli”.

O site The Intercept Brasil, em junho de 2019 começou a publicar conversas entre procuradores do MPF em Curitiba e Moro. As mensagens mostraram que Moro chegou a orientar a atuação de procuradores em diversos processos. O ex-ministro da Justiça tinha e ainda tem afinidades com parte os representante do MPF de Curitiba. Dentre eles, Deltan Martinazzo Dallagnol.

O dito hacker acusado de estupro em março de 2015 pela então cunhada, que à época tinha 17 anos e morava com o irmão dele, Wisllen. Ela disse inicialmente que Vermelho mostrou fotos do irmão com outras mulheres e, em meio ao seu nervosismo, ofereceu-lhe um comprimido para se acalmar. A jovem tomou o medicamento e relatou ter ficado fora de si depois disso. Segundo a então adolescente, Walter fez Walter fez sexo com ela sem preservativo e filmou a cena de violência sexual.

Vermelho disse ainda ter feito sexo consensual e admitiu ter filmado para mostrar o vídeo para Wisllen, com o intuito de provar que a jovem “dava em cima dele”. O irmão de Vermelho agrediu a namorada diante da exibição do conteúdo, mostrou o vídeo aos pais dela e ameaçou matá-la com uma tesoura. No mesmo dia que a polícia foi à casa de Delgatti cumprir um mandado de busca no âmbito dessa investigação.

Fonte: Consultor Jurídico/Veja/Arilo/Foto:(Reprodução)

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