Governo diz que preço da comida “não é caro” e “pode aumentar”

0
O terror da inflação volta aterrorizando as famílias de baixa renda, em toda Pátria Amada

Subiu quase 20% o preço da cesta básica na Pátria Amada, em comparação com os últimos 12 meses. E 10% em relação ao mês de agosto desse ano. É o triste resultado da pesquisa realizada recentemente pelo Departamento Intersindical de Economia e Estatística (Dieese). O Governo Federal diz que a inflação é provocada pelo consumidor brasileiro. O pobre prova que não é culpado,

A inflação descontrolada é motivo de preocupação, principalmente para as famílias de baixa renda. Muita gente, mais especificamente na periferia de Fortaleza, está fazendo verdadeiro malabarismo na hora de fazer a feira. Quem ganha menos de salário, hoje, está passando necessidade como em tempos de outrora. Exemplo. Dona Maria (nome fictício, a pedido da entrevistada), moradora do Vila União, que sobrevive como diarista (doméstica).

Já o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Silvio Farnese, afirma que a inflação dos alimentos ocorreu por conta do aumento do consumo, impulsionado pelo auxílio emergencial. “A primeira coisa que foram (a população) fazer foi gastar com a alimentação.” Segundo ele, “comida no Brasil ainda não é cara”, apesar de a cesta básica já custar meio salário mínimo. 

As declarações do diretor do Ministério da Agricultura foram comentadas pela ex-presidente do extinto (mais uma obra do atual presidente) Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Elisabetta Recine. “Quanto menor o orçamento da família, proporcionalmente, se destina mais recursos para a alimentação. As famílias tentam maximizar ao máximo os recursos. Mas existe um limite, caso contrário entra em um estado de privação total”, sentenciou Elisabetta. 

Fonte: brasildefato.com.br/Arilo Araujo/foto: (Reprodução)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui