Gonzaguinha de Messejana: MPCE quer garantia de não demolição de setor

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Após visita ao Hospital Gonzaguinha de Messejana, o Ministério Público do Ceará (MPCE) quer que a Prefeitura de Fortaleza especifique os planos para a reforma da unidade. De acordo com a promotora de justiça Ana Cláudia Uchoa, a vistoria concluiu que não é necessária a demolição completa do prédio. O MPCE quer a garantia de que uma parte recém-reformada não será demolida, pois está em boas condições.

A fiscalização foi realizada pela 137ª Promotoria de Justiça de Fortaleza na manhã de quarta-feira, 15. Em entrevista nesta quinta, 16, à rádio O POVO CBN, a promotora relatou problemas na estrutura do prédio, na parte elétrica e nos ar-condicionados. “Tem muitas partes que precisam realmente ser bem reformadas”, afirmou.

No entanto, há um setor do hospital que segue em boas condições. “A parte nova está muito boa. Essa parte antiga não dá pra continuar, os profissionais correm risco, os pacientes correm risco. Queremos saber como essa população pode continuar sendo atendida nessa parte nova”, disse Ana Cláudia.

Na terça-feira, 7, trabalhadores do Hospital se reuniram para pedir uma reforma sem a suspensão do atendimento no local. A Prefeitura anunciou que, para realizar as obras, o local seria fechado e os profissionais realocados.

A construção não prevê a demolição total do prédio, segundo o que foi dito pela Prefeitura ao MPCE, mas a promotora ainda aguarda a oficialização desse compromisso.

Problemas em maternidades municipais

O MPCE acompanha ainda a qualidade do atendimento em outras maternidades municipais. Por isso, a promotora acredita que a reforma do Hospital Gonzaguinha de Messejana é necessária. “O Gonzaguinha de Messejana podia estar tendo muito mais gestantes, tendo um atendimento muito melhor”, afirma.

Ela também cobra a inauguração do Hospital Gonzaguinha do José Walter, com início das atividades previstas para julho pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O hospital deve absorver demandas do Gonzaguinha de Messejana.

“Temos feito reuniões semanais para acompanhar isso. As maternidades da Prefeitura não estão numa condição boa”, afirmou a promotora. A ala de maternidade do Hospital Geral Dr. César Cals, do Hospital Geral de Fortaleza e a Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC) também estão sendo monitoradas.

Fonte: O Povo

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