Gasolina deve subir mais em fevereiro após descongelamento do ICMS dos combustíveis

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Com o descongelamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) sobre os combustíveis, previsto para se encerrar no dia 31 de janeiro, a inflação da gasolina deve voltar a ganhar força.

Bruno Iughetti, consultor na área de petróleo e gás, projeta que o aumento será da ordem de 3 centavos por litro, com os primeiros reflexos previstos para o início de fevereiro.

Na semana passada, o Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários da Fazenda dos Estados) formou maioria para aprovar o fim da fixação do imposto incidente sobre os combustíveis. A votação ainda precisa ser formalmente concluída e ratificada pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), mas a intenção dos estados já está clara.

SEM EFEITO NAS BOMBAS

“Quando do congelamento do ICMS, em outubro de 2021, imaginava-se que haveria uma redução do valor dos combustíveis, mas o consumidor não sentiu esse efeito nas bombas”, afirma Bruno Iughetti.

Tema indigesto para o Governo Federal, a acentuada alta da gasolina virou motivo de guerra narrativa incitada pelo presidente Jair Bolsonaro, segundo quem a culpa dos aumentos seria exclusiva dos governadores, por conta do ICMS.

Com a Petrobras lançando diversos reajustes dentro de sua política de preços de paridade internacional, a medida de estabilização do imposto mostrou-se ineficaz para reprimir substancialmente a inflação. O encarecimento do barril de petróleo no mercado estrangeiro e a desvalorização do real ante o dólar ajudaram na composição dessa tempestade perfeita.

Nas últimas semanas, a gasolina vinha arrefecendo, mas o primeiro aumento de 2022, anunciado pela Petrobras (4,8% para a gasolina e 8% para o diesel), deve reverter a trajetória.

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