Facção criminosa ameaça funcionários de estabelecimento em Fortaleza

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Fortaleza, CE, Brasil, 04-01-2018: Moradores da comunidade Travessa no Barroso sv£o expulsos por facvßvµes criminosas de Fortaleza. (Foto: Mateus Dantas / O Povo) *** Local Caption *** Publicada em 05/01/2018 - CD 04

O proprietário de um estúdio de tatuagem localizado no bairro São Gerardo, em Fortaleza, foi ameaçado de morte por membros de uma facção criminosa. As intimidações foram enviadas para o celular do empresário na manhã dessa sexta-feira, 3, por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas. Segundo ele, que pediu para não ser identificado por medo de retaliações, os criminosos ameaçaram incendiar o estúdio e “arrancar a cabeça” dos funcionários e clientes caso o estabelecimento não fechasse as portas ou mudasse de endereço.

Em uma sequência de áudios intimidadores, aos quais O POVO teve acesso, o criminoso causa pânico na vítima pelo tom agressivo e frio. “Se você não fechar [o estúdio], a gente vai baixar aí daqui a pouco, quebrar tudo e matar todo mundo que tiver aí dentro”, diz o homem em um dos áudios. Em pânico, o proprietário resolveu encerrar as atividades às 16 horas, muito antes do horário normal de funcionamento, que se estendia até as 20 horas.

Mesmo diante das ameaças, o empresário voltou a abrir as portas do estúdio neste sábado, 4, mas novamente funcionou com horário reduzido. “Eu preciso trabalhar, não posso ficar sem renda. Estou muito assustado ainda. Agora vou baixar as portas com a luz do dia”, relata.

Ainda se recuperando do susto, o empresário revela que há alguns meses faz planos de transferir o endereço do estúdio para outro bairro, mudança que deve ser antecipada para o mais breve possível após as ameaças. “Já vinha pensando nisso, mas agora vou fazer o que tiver de ser feito para agilizar. Confesso que só tinha visto esse tipo de situação nos jornais, nunca imaginei que pudesse acontecer comigo. É tudo muito assustador”, desabafa.

Procurada pelo O POVO, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que o caso será investigado pela Polícia Civil do Ceará (PC-CE). A pasta reforça a importância de vítimas desse tipo de crime procurarem uma unidade policial para registrar o Boletim de Ocorrência, que também pode ser feito por meio da Delegacia Eletrônica (Deletron), a qualquer hora ou dia da semana.

Fonte: O Povo

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