Evento na bolsa com Bolsonaro e Guedes marca privatização da Eletrobras

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Um evento marcou a privatização da Eletrobras, nesta terça-feira, 14, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), com a participação do presidente Jair Bolsonaro.

A cerimônia de privatização da Eletrobras também contou com a presenças de Paulo Guedes, ministro da Economia, e de Adolfo Sachsida, ministro de Minas e Energia, entre outras autoridades.

Bolsonaro não discursou na cerimônia e também não atendeu a imprensa no local. Guedes, por sua vez, falou da privatização da Eletrobras como uma vitória para o país.

“Quando começamos o governo, conversamos sobre tudo isso: temos que capitalizar, e a União tem que receber o dela também. Tem a revitalização. É uma operação extraordinariamente complexa que foi terminada agora e mexe com todas as organizações da sociedade”, comentou Guedes.

A Eletrobras é a primeira grande privatização do Executivo na administração Bolsonaro. Atualmente, a empresa é responsável por metade da rede de transmissão de energia do país e quase um terço da capacidade de geração nacional, em número que considera Itaipu e Angra.

Maior privatização no país desde a venda da Telebras, em 1998, a desestatização da Eletrobras é vista como uma entrega importante da área econômica do governo Bolsonaro e uma vitória pessoal de Paulo Guedes.

A Eletrobras foi privatizada por R$ 33,7 bilhões e teve o preço de ação definido em R$ 42 na última semana, em conformidade com o que ficou estabelecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para garantir a operação. As ações estão à venda desde segunda-feira.

Esta é a maior oferta de ações na Bolsa de Valores brasileira desde a megacapitalização da Petrobras, realizada em 2010 e que movimentou R$ 120 bilhões.

Protesto contra a privatização

Do lado de fora da B3, um grupo de manifestantes protestou contra a privatização da Eletrobras e reclamou dos níveis de preço da energia no país. Pré-candidato à Câmara dos deputados, Guilherme Boulos (Psol) comandou o ato. O prédio da Bolsa de Valores no centro de São Paulo foi protegido por seguranças da Presidência durante o evento.

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