Eunício diz que chapa Simone e Tasso não se viabilizou: “MDB pode virar nanico”

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Defensor de uma aliança entre o MDB e o ex-presidente Lula (PT) na eleição deste ano, o ex-senador Eunício Oliveira (MDB) criticou ontem a pré-candidatura da correligionária Simone Tebet (MS) à Presidência. Questionando “viabilidade” da chapa, o emedebista chegou a afirmar que ela poderia fazer o partido ter “bancada nanica” no Congresso.

“O MDB não tem candidato. O que temos é uma pré-candidata, que não ultrapassa 1% das intenções de voto. Por quê? Porque ela nunca dialogou com o próprio partido. Eu fui colega dela e tenho muita admiração por ela, mas não é uma pessoa que se articula, que tem uma vivência partidária”, disse Eunício, em entrevista ao jornalista Fábio Campos, do Focus.

“Para se ter uma ideia, ela nunca me deu uma ligação. Nunca ligou para ninguém do Nordeste e disse ‘eu quero ir ao Nordeste, sou pré-candidata’. Ela nunca participou de uma reunião da Executiva, e eu sou membro dela e participo de todas as reuniões. Não estou aqui falando mal da nossa possível candidata, mas é preciso que se diga uma coisa: é uma candidatura que não tem aliança nem no seu próprio estado”, afirma Eunício.

Neste sentido, o ex-senador lembra da situação vivida pelo MDB em 2018, quando a sigla teve candidatura própria com Henrique Meirelles e tirou apenas 1,2% dos votos. “Quando ele teve essa votação, o MDB, que tinha 68 deputados federais, terminou com 34 apenas”, diz, dizendo que a situação pode voltar a se repetir em 2022 com Simone candidata.

“Se isso se concretiza, de termos uma candidata com 1% ou 2% das intenções de voto, e ainda tem a margem de erro, vamos terminar com uma bancada de deputados nanica. E o MDB tem uma história, bonita, de luta contra a ditadura”, afirma. “Não vejo nenhuma possibilidade de terceira via. O Brasil está polarizado há muito tempo”, continua.

Apesar das críticas, Eunício afirma que deverá votar pela candidatura de Simone nas consultas internas que forem feitas ao partido, mas diz que terá autonomia para apoiar Lula na disputa. “Ela própria entende que nós estamos liberados para os entendimentos regionais, o MDB sempre foi plural e diversificado nessa questão”, diz.

Derrotado por Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (Podemos) na disputa pela reeleição ao Senado em 2018, Eunício deverá voltar ao páreo político do Ceará na eleição deste ano. Apesar de ainda avaliar uma possível candidatura ao Governo do Estado – situação que ele só avalia caso possua apoio direto de Lula –, o emedebista deverá disputar ao cargo de deputado federal.

Fonte: O Povo

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