Ecovilas: modelos de organização social para superar crises

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Família de Lucy dá exemplo de como sobreviver ao caos financeiro e pandemia

Em época de pandemia, desgoverno federal e crise financeira muitas famílias não sentem o impacto negativo tão forte. Exemplo. A australiana Lucy Legan, 50 anos, não precisa de transporte para se deslocar ao trabalho. Quando está no Brasil, a escritora e professora abre a porta de casa e, com um passo à frente, chega ao escritório: um complexo jardim, onde hortas, pomares e salas para diversas atividades se misturam. Longe do Coronavírus e ao lado da saúde.

Lucy Legan e o marido, o educador gaúcho André Soares, 57, lideram o Ecocentro Ipec há duas décadas, em Pirenópolis (GO). A iniciativa visa difundir, por meio de uma série de cursos anuais, ensinamentos de vida sustentável, baseados em conceitos conhecidos como ecovilas, permacultura, bioconstruções e agrofloresta. Em tempo de isolamento social e ameaça de colapso de estruturas do sistema vigente, provocados pela pandemia de coronavírus, o movimento em favor de formas alternativas de organização social ganha incentivo extra.

Segundo Lucy as Ecovilas podem fazer você se sentir seguro. O apoio da comunidade é um grande benefício de viver assim. Se a população reunir recursos, poderá ajudar a aliviar o medo. “Não estou falando de estocar produtos, mas de pessoas oferecendo diferentes especialidades aos vizinhos em momentos de necessidade. Pode ser jardinagem, cuidar das crianças, cozinhar e comunicar, qualquer coisa que a comunidade possa precisar para aliviar o sofrimento físico ou emocional. Além disso, se a ecovila incentivar o plantio de florestas de alimentos e hortas orgânicas, os moradores podem se organizar de maneira ordenada para compartilhar”, justifica.

De forma rápida, as ecovilas podem ser definidas como comunidades planejadas, onde o saneamento básico, o fornecimento energético, o abastecimento hídrico, a produção de alimentos e a arquitetura urbanística são solucionados com impacto positivo sobre o meio ambiente, com foco nos recursos locais (insumos e mão de obra). As trocas de produtos e serviços são estimuladas entre os participantes, minimizando as necessidades de buscas externas.

Fonte: Correio Braziliense/Arilo Araujo/Foto: Reprodução Arquivo Pessoal )

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