E haja calor: Fortaleza registra temperatura acima dos 31°C

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De um antigo pé de castanhola, na Avenida Eduardo Girão, só restou um pedaço do tronco

Desde o mês de setembro e, principalmente, outubro, Fortaleza registrou temperatura máxima média de 31°C. Como acontece nesse época do ano, o calor impera e dita as normas para nossa população. Os mais sacrificados são os idosos e as crianças que devem ter cuidados especiais. O fortalezense, consciente, sugere a plantação de mais árvores e convoca a Prefeitura para essa jornada.

Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (Inmet) a maior temperatura registrada no mês em Fortaleza, foi 33,5°C, em 2016. Dado representa desvio de 0,7°C acima da média levantamento A indicação corresponde à 5ª maior temperatura máxima média de outubro nos últimos 19 anos. Em dezembro a previsão é de mais calor. Essa temperatura elevada vai persistir até quando chegar o inverno

O Site da Rádio Clube 1200 buscou informação na Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Esse calorão acima da média, no segundo semestre em relação ao primeiro, é determinado pela posição geográfica do Estado, com sua proximidade do Ceará com Linha do Equador. E, principalmente, com a degradação do meio ambiente.

Ciente do calorão e que não dá para escapar dele, dona Terezinha, moradora do bairro de Fátima, há mais de 40 anos, alerta para o pessoal da terceira idade. “Nunca senti tanto calor na minha vida como agora. Fortaleza está muito, muito quente. Mesmo, à sombra. A gente, digo isso porque tenho mais de 70 nos, deve ter muito mais cuidado. Não é somente a questão da desidratação e marcas na pele. É por tudo. Esse calor deixa gente sem ânimo. Recomendo muita água”, avisa.

Afora essas medidas de precauções, dona Terezinha aponta outra circunstância agravante enfrentada pelos moradores do bairro. A derrubada de árvores. Para se ter uma ideia, nas ruas Mário Mamede, Campo Rocha, Sigefredo Pinheiro, Oswaldo Studart e Avenida Eduardo Girão, entre outras, dá pra contar nos dedos, as árvores que dão sombra. E haja calor.

A falta de bom senso de algumas pessoas pode ser visto de longe. É o caso da derrubada de dois sapotizeiros, com mais de 50 anos. Eles davam sombra e frutos na Rua Paula Rodrigues, na Comunidade Recado. No lugar das árvores, hoje tem um estacionamento. Seco e muito quente.

Nessa época do ano, temperatura alta, as acácias do Colégio Santo Tomás de Aquino protegem seus alunos

Quem dá exemplo, combatendo as altas temperaturas, é a diretoria do Colégio Santo Tomás de Aquino, localizado por trás da igreja de Fátima. Em torno do prédio da escola foram plantadas, há mais de 15 anos, acácia a cada três metros na calçada. O clima ameno nesse local é disputado por motoristas, alunos, pais dos alunos e moradores do bairro.

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