Dia 13 renova as esperanças dos comerciantes instalados em frente à igreja de Fátima

0
Desde ontem à noite, os ambulantes montam suas barracas por toda extensão da Avenida 13 de Maio

A movimentação de barraqueiros, ambulantes e fiéis está intensa, desde ontem cedo (12/12) no entorno e na Pracinha da Igreja de Fátima, na Avenida 13 de Maio. Todos estão com pensamento só. Fazer um grande evento na comemoração da novena de cada mês, dedicado a Nossa Senhora de Fátima. Para os devotos da santa, é dia sagrado. Para comerciantes, dia de vender mais. E assim, segue a vida.

Os comerciantes das barracas, instaladas na Praça da Igreja de Fátima, vão se instalando com 24 horas de antecedência. Motivo. Alguns locais da praça não são predeterminados. Quem chegar primeiro, ganha. Outros pontos são determinados e decididos entre representantes da Paróquia de Fátima, dos barraqueiros e Prefeitura de Fortaleza. Estes espaços, geralmente, ficam situados na extensão da Avenida 13 de Maio. Do lado de frente à igreja. Os lotes da praça mais disputados.

A quase totalidade dos barraqueiros, que comercializam nesse setor, vendem confecção, terços, imagens, chaveiros, velas e fitas de braço. Na parte baixa da praça, quase no cruzamento da Avenida 13 de Maio com a Rua Martins Rodrigues, é dominada pelos vendedores de comidas típicas da região: milho cozido e assado, paçoca, caldo etc. Eles disseram que essa estrutura objetiva facilitar as vendas e a vida dos seus consumidores.

Arrumando seus produtos, dona Sheila Forte, há mais de 30 anos nesse comércio, diz que não tem do que reclamar dos fiéis, da Paróquia e dos fiscais da Prefeitura. Apesar de falar pouco e sempre com farto sorriso, ela conta que desse local tira o sustento de sua família e ajuda aos que estão começando no ramo. “São mais de 30 anos nesse comércio. Foi assim que criei meus filhos. Trabalhando muito”, sentencia.

Dona Sheila Forte há mais de 30 anos tira sustento da família nesse comércio mensal

Durante final da tarde e entrando à noite de hoje, a pracinha ficou lotada de barracas. Os comerciantes acreditam que o último dia 13 do ano de 2019 será promissor. Pelo menos, em relação ao mês de novembro. A choradeira tem suas razões. Mês passado, segundo eles, as vendas foram muito abaixo do esperado. Um deles, exaltado, acusa o Governo Federal pelo fracasso. “Todo mundo anda liso. Assalariado, aposentado comedo de gastar. Esse presidente doido vai matar a gente de fome. Quem tem dinheiro não vem pra cá”, desabafa.

Os barraqueiros falam, ainda, das desvantagens que levam, em relação aos grandes comércios. Há décadas. Durante todo ano. Eles relatam que os ricos não compram na feira. “Eles vão para os shoppings da cidade. Tem mais conforto. Deve ser isso”, argumenta, salientando, muitos clientes já não fazem as mesmas compras de anos anteriores.

Armando sua rede ontem à noite na árvore, lado da igreja, na Rua Paula Rodrigues, dona Edna Ferreira, conta que não vai desistir, apesar do comércio fraco. “Venho de Canindé e cheguei quase agora (perto das 9 horas). Amanhã (13/12) vou lutar muito. Não volto pra casa de mãos abanando”. Com essas palavras, finalizou a conversa com reportagem do Site da Rádio Clube 1200.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui