Destaque
Deputado José Airton discute parcerias com Tribunal de Contas do Ceará em prol da infância e juventude
Em agenda institucional realizada nesta quarta-feira (24), o deputado estadual José Airton Cirilo esteve em audiência com o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE), conselheiro Rholden Botelho de Queiroz. O encontro teve como objetivo fortalecer parcerias entre o órgão de controle e a Secretaria da Primeira Infância, Adolescência e Juventude, da qual José Airton é titular.
Durante a reunião, foram debatidas estratégias para aprimorar o controle dos gastos públicos, especialmente aqueles voltados a políticas destinadas às crianças, adolescentes e jovens cearenses. A intenção, segundo o parlamentar, é garantir que os recursos aplicados em ações voltadas para essas faixas etárias sejam bem geridos e produzam resultados concretos.
“Dialogamos sobre ações conjuntas que podem fortalecer a fiscalização e também o apoio técnico aos municípios, com foco em políticas públicas eficientes e de qualidade”, afirmou José Airton. O encontro reforça a necessidade de uma atuação integrada entre os poderes e instituições para enfrentar os desafios que ainda persistem em áreas sensíveis como a infância e a juventude.
A atuação do Tribunal de Contas é fundamental nesse processo, uma vez que o órgão tem a função de fiscalizar a legalidade, legitimidade e economicidade dos gastos públicos. Ao aproximar o TCE-CE da Secretaria da Primeira Infância, a iniciativa busca fomentar uma gestão pública mais responsável e voltada ao interesse coletivo.
No Ceará, a realidade de muitas crianças e adolescentes ainda é marcada por desigualdades sociais, defasagens educacionais e vulnerabilidades diversas. A falta de acesso pleno a serviços essenciais — como saúde, educação, proteção social e lazer — é um desafio que requer políticas públicas planejadas e monitoradas com rigor.
A primeira infância, que compreende os seis primeiros anos de vida, é considerada uma fase decisiva para o desenvolvimento humano. Investimentos nessa etapa impactam diretamente na aprendizagem, na saúde mental e física e na formação de vínculos afetivos. Por isso, o direcionamento correto dos recursos públicos nessa área é uma questão estratégica para o futuro do estado.
O mesmo vale para os adolescentes e jovens, que enfrentam altos índices de evasão escolar, desemprego e exposição à violência. Políticas públicas voltadas para essa população devem ser acompanhadas de perto por órgãos como o TCE, garantindo que programas e ações realmente saiam do papel e alcancem quem mais precisa.
José Airton destacou ainda que o fortalecimento dessa parceria pode gerar instrumentos de apoio à gestão municipal, como capacitações, orientações técnicas e criação de indicadores de monitoramento. “Queremos colaborar para que cada centavo investido na infância e na juventude seja revertido em oportunidades, proteção e desenvolvimento humano”, disse.
O presidente do TCE-CE, Rholden Queiroz, também se mostrou receptivo à construção conjunta de soluções. O tribunal já desenvolve algumas iniciativas de educação fiscal e controle social que podem ser ampliadas para atender às pautas da secretaria comandada por José Airton.
A reunião entre os dois líderes sinaliza um esforço conjunto para dar maior efetividade às políticas públicas voltadas a segmentos tradicionalmente desassistidos. Ao buscar a parceria de um órgão de fiscalização, a Secretaria da Primeira Infância mostra seu compromisso com a transparência, responsabilidade e impacto social.
A expectativa é que, a partir desse diálogo, novas ações concretas sejam desenhadas para os próximos meses, fortalecendo o papel do Estado como agente garantidor de direitos.
José Airton segue defendendo que o cuidado com as novas gerações deve ser prioridade absoluta das gestões públicas, sobretudo em um contexto de reconstrução social e econômica. Para ele, é essencial que as crianças e jovens do Ceará possam crescer com dignidade, segurança e acesso a oportunidades.
O parlamentar encerrou o encontro ressaltando que políticas públicas eficazes dependem de planejamento, execução qualificada e acompanhamento constante. E que, com a união de esforços entre instituições, é possível transformar realidades.
Destaque
Bebê de 1 ano morre afogado no Icaraí
Na manhã desta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, um bebê de 1 ano e 9 meses morreu após se afogar em uma piscina localizada em uma residência no bairro Praia do Icaraí, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. A criança foi encontrada em situação de afogamento dentro do imóvel, o que mobilizou familiares em busca de socorro imediato.
Segundo informações apuradas, o bebê foi levado por um adulto e pela irmã, de 13 anos, até o quartel do Corpo de Bombeiros da região. Ao chegar ao local, a criança já estava desacordada e sem sinais vitais, o que levou as equipes de resgate a iniciarem os procedimentos de emergência.
Bombeiros militares realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas chegou a ser acionado e permaneceu de prontidão para uma possível transferência hospitalar, mas o óbito foi confirmado ainda no quartel.
Apesar dos esforços das equipes de socorro, a criança não respondeu aos procedimentos médicos. A confirmação da morte causou comoção entre familiares e pessoas que acompanhavam o atendimento no local.
A Polícia Civil do Estado do Ceará foi acionada para investigar as circunstâncias do afogamento. O caso será apurado para esclarecer como ocorreu o acesso da criança à piscina e se havia algum fator que possa ter contribuído para o acidente.
O corpo do bebê foi encaminhado para a realização dos exames periciais, que devem auxiliar na confirmação da causa da morte. A investigação também inclui a coleta de depoimentos de familiares e possíveis testemunhas.
Casos de afogamento envolvendo crianças pequenas em piscinas residenciais são considerados graves e costumam acontecer de forma silenciosa e rápida, o que reforça a necessidade de atenção constante em ambientes com água.
O episódio gerou tristeza entre moradores da região e reacendeu o debate sobre a importância de medidas de segurança e supervisão contínua de crianças, especialmente em residências que possuem piscinas ou outros locais de risco.
Ceará
Emboscada deixa quatro mortos em cidades do interior do Ceará
Quatro homens foram assassinados em uma ação criminosa considerada uma chacina no interior do Ceará. Os corpos foram localizados em dois municípios diferentes, o que inicialmente levantou a hipótese de crimes distintos, descartada após o avanço das investigações policiais.
O primeiro corpo foi encontrado na zona rural de Pires Ferreira. Pouco tempo depois, outros três homens foram achados mortos nas proximidades do Açude Araras, área que fica entre municípios da região Norte do Estado e costuma ter acesso difícil.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, os homicídios fazem parte de um mesmo episódio violento, ocorrido após uma emboscada. A polícia aponta que o grupo foi atraído de forma planejada para um local isolado, onde acabou surpreendido por homens armados.
As investigações indicam que as vítimas teriam ido até uma ilhota no açude utilizando uma canoa, com o objetivo de realizar um ataque criminoso. No entanto, ao chegarem ao ponto combinado, foram cercadas e executadas a tiros.
A Polícia Civil apura que os quatro homens tinham ligação direta com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). A principal linha investigativa é que a emboscada tenha sido articulada dentro do próprio contexto do crime organizado, possivelmente envolvendo disputas internas ou conflitos com grupos rivais.
Três das vítimas já foram oficialmente identificadas: Antônio Paulo Sérgio da Silva Costa, de 28 anos; José Breno de Lima Dutra, também de 28; e Maicon Rodrigues Melo, de 30 anos. O quarto homem segue sem identificação confirmada pelas autoridades.
Informações preliminares apontam que alguns dos mortos possuíam antecedentes criminais, incluindo envolvimento com tráfico de drogas e outros delitos, o que reforça a hipótese de ligação com organizações criminosas atuantes na região.
Brasil
Arquidiocese restringe atuação digital de padre Júlio Lancellotti e decisão gera críticas
A decisão da Arquidiocese de São Paulo de restringir as transmissões das missas e o uso das redes sociais do padre Júlio Lancellotti gerou estranhamento e críticas dentro e fora da Igreja. Conhecido nacionalmente por sua atuação junto à população em situação de rua, o sacerdote agora vive um período de “recolhimento” determinado pela hierarquia católica, em um momento de forte exposição e debate público sobre seu trabalho.
O próprio padre anunciou a suspensão das transmissões ao final de uma celebração, agradecendo à equipe e afirmando que obedeceria à orientação da Arquidiocese. O tom foi de resignação, mas a medida chamou atenção por atingir justamente um dos poucos religiosos que utilizam as redes como extensão direta de sua missão pastoral, alcançando fiéis e pessoas vulneráveis que não frequentam a igreja fisicamente.
A Arquidiocese afirma que se trata de uma decisão interna e temporária, sem dar maiores detalhes. Ainda assim, o silêncio institucional contrasta com o impacto público da medida. Ao optar por restringir a voz de um padre reconhecido pelo trabalho social, a Igreja acaba transmitindo a imagem de que o problema não são os ataques sofridos por ele, mas a visibilidade de sua atuação.
Padre Júlio Lancellotti construiu sua trajetória ao lado dos mais pobres, denunciando a violência contra pessoas em situação de rua, distribuindo alimentos, cobrindo corpos no frio e confrontando políticas públicas que criminalizam a pobreza. Suas ações extrapolam o discurso religioso e se materializam em gestos concretos, que renderam reconhecimento internacional e, ao mesmo tempo, hostilidade de grupos conservadores.
Nos últimos anos, o padre se tornou alvo frequente de ataques políticos e ideológicos, especialmente por sua postura firme em defesa dos direitos humanos. Em vez de um posicionamento público de proteção e respaldo, a resposta da cúpula da Igreja foi reduzir sua presença digital, o que muitos interpretam como uma concessão à pressão externa.
As missas presenciais seguem acontecendo normalmente, mas a ausência das transmissões afasta justamente quem mais se beneficiava delas: idosos, pessoas em situação de vulnerabilidade e apoiadores que encontravam ali uma mensagem de acolhimento e denúncia social. A decisão, ainda que administrativa, produz efeitos que vão além dos muros da paróquia.
Internamente, a Igreja fala em obediência e disciplina. Externamente, cresce a percepção de que a instituição falha em reconhecer o valor pastoral e social de quem vive o Evangelho de forma prática e incômoda. Ao limitar a atuação pública de Lancellotti, a Arquidiocese acaba reforçando uma distância entre discurso religioso e ação concreta.
Enquanto isso, o trabalho do padre segue vivo nas ruas, nas comunidades e na memória de quem foi ajudado. O silêncio imposto pelas estruturas da Igreja não apaga décadas de dedicação aos que raramente têm voz. Pelo contrário, evidencia um conflito cada vez mais visível entre uma fé vivida na prática e uma instituição que parece desconfortável com ela.
