Como agia dentro e fora das prisões o advogado investigado por participar de facção no Ceará

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Mais um advogado foi preso no Ceará por vinculo a uma facção criminosa. Cayo Luiz Lourenço Ribeiro vinha sendo investigado pela Polícia Civil, até que nessa terça-feira (15) foi detido em Fortaleza. Conforme a investigação, Cayo é parte de um grupo criminoso de origem carioca e tinha como função se valer da advocacia para transmitir recados com orientações aos presos.

O nome do suspeito chegou ao conhecimento das autoridades ainda em 2021, quando foi presa Francisca Valeska Pereira Monteiro, conhecida como ‘Majestade’. A mulher estava em companhia do seu companheiro, João Vitor dos Santos, que teria tentado quebrar o celular ao avistar os policiais.

Os agentes apreenderam o aparelho telefônico e por meio de análise autorizada pela Justiça verificaram uma teia criminosa com atuação na Grande Messejana. Foram localizadas diversas conversas entre João Vitor, conhecido como ‘Adidas’ e Cayo com mensagens referentes a atuação da facção carioca no Estado.

Consta no relatório da PCCE que Cayo e João Vitor trocaram mensagens em agosto de 2021. O advogado teria intermediado conversa entre ‘Adidas’ e a liderança da facção, identificada como Domingo Costas Miranda, o ‘Penetra’.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Secção Ceará disse que informada na terça-feira (15) sobre o mandato de prisão do advogado.

Por nota, a Ordem se pronunciou que: “através da diretoria de prerrogativas e do Centro de Apoio ao Advogado, a OAB-CE está acompanhando e apurando todos os fatos para garantir a legalidade da prisão e também que o acusado tenha assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório, bem como à sala de estado maior”.

Segundo a OAB, caso haja comprovação de envolvimento dele no caso fará a abertura de procedimentos internos disciplinares no Tribunal de Ética e Disciplina (TED).

Além de Cayo, foram presos nessa terça-feira (15) outras três pessoas que integrariam o mesmo grupo criminoso. uma delas suspeita de armazenar e realizar manutenção de armas e munições. A Polícia adiantou que pretende dar continuidade à investigação para identificar a origem do arsenal.

“É um duro golpe nesse grupo criminoso. Todo o material apreendido vai dar um baque nele, no sentido de reduzir o armamento que poderia ser utilizado naquela regional”, ponderou o delegado titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Ceará (Draco), Kléver Farias.

Fonte: Diário do Nordeste

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