Com apoio do Brasil, ONU aprova resolução contra a Rússia

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Com apoio do Brasil, a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou na tarde desta quarta-feira (2) uma resolução contra a invasão russa à Ucrânia. No sétimo dia da guerra, os russos prosseguem com os ataques em diversas cidades ucranianas.

A reunião foi convocada pelo Conselho de Segurança e feita de forma emergencial para discutir a situação no Leste Europeu. Para a aprovação, foi necessário maioria de 2/3 dos votantes. Foram 141 votos a favor, cinco contrários e 35 abstenções.

O embaixador do Brasil na ONU, Ronaldo Costa Filho, falou brevemente após a votação da Assembleia Geral. Ele defendeu o diálogo e as discussões sobre a paz.

“O Brasil continua a exortar todos os atores a desescalar e renovar os esforços em favor de um acordo diplomático entre a Ucrânia e a Rússia para o restabelecimento da segurança e da estabilidade da região”, disse Costa Filho.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu o apoio à resolução contra a invasão russa da Ucrânia pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

“Louvo a aprovação pela Assembleia Geral da ONU, com uma maioria sem precedentes de votos, da resolução com uma forte exigência à Rússia para que pare imediatamente o ataque traiçoeiro a Ucrânia”, escreveu o líder ucraniano. “Sou grato a todos e a todos os estados que votaram a favor. Vocês escolheram o lado certo da história.”

Ele reforçou ainda o argumento de que a comunidade internacional tem formado uma “coalizão anti-Putin” em defesa da integridade territorial e da soberania da Ucrânia.

Além da votação na ONU, uma nova rodada de negociações entre os dois países foi confirmada para hoje, segundo um assessor do governo ucraniano. No começo da tarde (horário de Brasília), a delegação russa já havia chegado no ponto de encontro em Belarus, onde aguardaria os negociadores ucranianos.

A primeira conversa entre as delegações após o início dos ataques ocorreu na segunda-feira (28) e teve duração de cinco horas, mas terminou sem um avanço. Na terça-feira (1º), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a Rússia deve parar o bombardeio de cidades ucranianas antes que as negociações possam ocorrer.

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