“Chile despertou”: País vive dia de greve geral com grande mobilização em Santiago

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“Estamos em guerra contra um inimigo poderoso”, disse o presidente do Chile em meio a uma forte jornada de mobilizações; multidões de pessoas que protestam nas ruas chegaram a fazer blindados do exército recuarem;

A declaração do presidente Sebastián Piñera de que o Chile vive uma “guerra” e o decreto de estado de emergência não desmobilizou os manifestantes no Chile, que seguem nas ruas nesta segunda-feira (21) pedindo a saída do mandatário. Os protestos, estalados pelo aumento no preço das passagens de metrô, continuam envolvendo a população em um “despertar”.

Sob gritos de “Chile despertou”, manifestantes enfrentaram a Força Nacional, na manhã desta segunda, na Praça Itália, principal da capital Santiago. Blindados do exército foram obrigados a recuar em meio a um mar de gente que avançou sobre os comboios que tentavam entrar no meio da manifestação.

“Plaza Italia agora. Desobediência civil maciça e pacífica. Toda a beleza do mundo em um Chile que acordou. Pessoas com colheres e panelas param os tanques”, publicou a jornalista e deputada Pamela Jiles, eleita pela Frente Ampla, de esquerda.

O ativista Felipe Parada, do partido Comunes, que também faz parte da Frente Ampla, denunciou a repressão e disse que Piñera não vai parar os protestos. “Milhares ainda chegam, apesar da excessiva repreensão. O Chile acordou, essa luta pela dignidade do povo ninguém vai parar. Se pode, o povo unido jamais será vencido!”, tuitou.

A frente pede a formação de uma Assembleia Constituinte para solucionar a situação política e social do país, criada, segundo eles, pelo sistema neoliberal. “A cidadania mobilizada o colocou em cheque. Hoje Chile demanda uma nova constituição, que só é possível de ser construída de maneira democrática e participativa através de una Assembleia Constituinte”, disse.

Os enfrentamentos são uma resposta para a dura repressão que tem sido empreendida por Piñera desde o inícios da jornada de mobilização. Apesar do recuo no aumento das passagens, a força policial tem avançado vigorosamente. Na noite de domingo (20), o presidente classificou a situação do país como uma “guerra”.

“Estamos em guerra contra um inimigo poderoso, que está disposto a usar a violência sem nenhum limite”, disse Sebatián Piñera, demonstrando que não irá diminuir a repressão.

Fonte: Revista Forum

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