Ceará tem chuvas durante toda a madrugada mesmo com o fim da quadra chuvosa; em Fortaleza foram 70mm

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O segundo dia após o fim oficial da quadra chuvosa no Ceará, a madrugada foi de precipitações no Ceará. Entre as 7 horas de ontem e as 7 horas desta quinta-feira, 2 de junho, choveu em pelo menos 100 municípios cearenses.

O maior registro foi em Aquiraz, no Litoral de Fortaleza, com 74 milímetros (mm) de chuva. Na Capital, o posto pluviométrico do Pico registrou o acumulado de 70 mm. Os dados são de balanço parcial da Fundação Cearense de Meteorologia e Estatística (Funceme), atualizado às 8h30min.

Em Fortaleza, os problemas rotineiros com o início de um dia chuvoso são registrados: lentidão no trânsito e semáforos com defeitos. Por volta das 8h30min, algumas calçadas no Centro começam a alagar. Na avenida Duque de Caxias, a falta de uma boa drenagem da água dificulta a locomoção dos pedestres entre as calçadas.

André Oliveira, fiscal do estacionamento de uma farmácia da região, relata que alagamentos são frequentes e geram prejuízos aos pedestres que tentam não se molhar e acabam caindo. Ele diz ainda que a água encobre buracos na via, aumentando riscos de acidentes.

“Só tenho cinco anos aqui, mas todo ano é assim. E o pessoal diz que é desde muitos anos atrás”, conta o vendedor Joílson do Sousa sobre alagamentos na rua Pedro Pereira, também no Centro. “As calçadas têm buraco e acontece muito acidente de pessoas que caem, principalmente de pessoas com mais idade”, continua. Nas lojas, para evitar prejuízos às mercadorias, os vendedores posicionam placas de contenção contra a água.

Circulando pela Cidade, a reportagem do O POVO encontrou fluxo lento de veículos em diversas vias, entre elas a avenida Presidente Castelo Branco (Leste Oeste). Conforme ouvintes da rádio O POVO CBN, há pelo menos dois semáforos apagados na avenida Domingos Olímpio. A reportagem questionou a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) sobre o funcionamento de semáforos e outras intercorrências no trânsito e aguarda resposta.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Ceará apresenta, nesta quinta-feira, 2, risco potencial de ventos intensos e precipitações entre 20mm e 30mm por hora. As áreas mais afetadas, segundo o órgão, são Norte Cearense, Noroeste Cearense, Metropolitana de Fortaleza, Jaguaribe, Sertões Cearenses.

Dados de radar da Funceme indicam que, por toda a madrugada, o Litoral de Fortaleza recebeu chuvas, que seguem pela manhã. O Litoral do Pecém registrou pontos diversos de chuva durante a madrugada, bem como o Sertão Central e Inhamuns. O Norte do Cariri teve precipitações próximas à meia-noite, que foram levadas ao Sul do Jaguaribe ao longo das horas.

Partes do Jaguaribe e do Maciço de Baturité nas divisas com o Litoral de Fortaleza apresentaram precipitações isoladas. Nestes locais, a chuva está relacionada com o bloco de nuvens na macrorregião da Capital.

Balanço da quadra chuvosa

A estação chuvosa deste ano no Ceará registrou acumulado médio de 620 milímetros (mm), o terceiro maior dos últimos dez anos. O índice representa o volume médio de precipitações nos 184 municípios do Estado entre 1º de fevereiro e 31 de maio. No decênio analisado, o desempenho do quadrimestre de 2022 fica atrás apenas de 2019 (670 mm) e 2020 (736 mm).

O balanço da Funceme mostra que o índice médio de precipitações da estação chuvosa deste ano superou em cerca de 16% os números do mesmo período de 2021, quando o acumulado fechou em 533 mm. Além disso, o volume registrado em 2022 também foi maior do que a normal climatológica para o período, que é de 600 mm.

No geral, o acumulado deste ano ficou “em torno da média”, patamar alcançado quando o índice varia de 514 mm a 707 mm. A partir de 708 mm, a Funceme considera as chuvas “acima da média”. Já se o índice for inferior a 514 mm, o enquadramento é “abaixo da média”.

Das últimas dez estações chuvosas, incluindo a deste ano, quatro registraram chuvas abaixo da média, cinco em torno da média e apenas uma teve precipitações acima da média (2020). No período, o ano mais seco foi 2013, quando foram observados cerca de 363 mm. (Colaborou Luciano Cesário)

Fonte: O Povo

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