Atenção: cuidado com golpes aplicados no WhatsApp (Parte II)

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Hoje, celular é uma ferramenta básica em nossas vidas. Pode servir tanto para o bem, como para o outro lado

Quais os motivos que nos levam a ter tanto zelo na hora de passar dados, documentos sigilosos via celular, nos dias de hoje? As invasões de hacks nas contas de Whatsapp. O preço da popularidade do aplicativo, de troca de mensagens mais usado no mundo, atrai a atenção de hackers e estelionatários. Todo cuidado é pouco, na era da fake news.

As invasões nas contas de WhatsApp podem acontecer com qualquer um de nós. Por mais espertos que tentemos ser. Infelizmente, mania grudada em nosso modo de vida. Exemplos: uma oferta tentadora, uma ligação de um número desconhecido ou até um amigo muito próximo pedindo para que você pague um boleto.Também pode ser algum familiar pedindo um depósito bancário para ajudá-lo numa situação difícil.

Segundo a BBC News ouvindo especialistas em segurança cibernética e policiais que atuam na área, da para entender como são aplicados alguns dos golpes mais comuns por meio do aplicativo no Brasil. Os especialistas e o próprio WhatsApp deram dicas para evitá-los. A seguir a continuação enumerada dos golpes, dando continuidade na matéria postada, recentemente, no Site da Rádio Clube 1200.

3) SITE FALSO

Um dos golpes mais antigos da internet se reinventou e se tornou um dos preferidos dos golpistas durante a Black Friday: o phishing. São técnicas usadas para enganar e roubar os dados dos usuários. Uma das maneiras de fazer isso é criar sites falsos para que os clientes repassem, sem saber, dados aos golpistas.

No Brasil, eles criam correntes falsas e a distribuem massivamente por meio de correntes de WhatsApp. Geralmente, são promoções de eletrodomésticos e eletrônicos vendidos a preços muito menores que o habitual.

Ao clicar no link com a suposta promoção, o usuário é redirecionado para um site idêntico ao de grandes lojas brasileiras de departamento. Na página, ele tem a opção de colocar seus dados e comprar o produto, quando finalmente esses dados são enviados aos bandidos.

COMO EVITAR ESSE GOLPE?

Tavares, da SaferNet Brasil, diz que a pessoa que recebe esse tipo de oferta tentadora pela internet deve ter calma e paciência para verificar se a oferta é verdadeira e se a empresa tem uma boa reputação. “A primeira coisa é digitar o site manualmente diretamente no browser para evitar sites clonados. O acesso diretamente por links pode levar a sites falsos e enganar o comprador.

Ele diz ainda que é possível confirmar pelo Google Street View se o endereço registrado pela empresa realmente existe e se ela está no local informado.

4) O TERRÍVEL PEGASUS

O equipamento de espionagem Pegasus é uma das ferramentas mais elaboradas para invadir dispositivos móveis sem nenhum tipo de autorização de seu dono. Criado em Israel, ele é capaz de fornecer acesso remoto aos arquivos, microfone e até à câmera de celulares.

Mais recentemente, o programa Pegasus foi associado a atividades de espionagem da Arábia Saudita ao jornalista Jamal Khashoggi, morto em outubro de 2018 no consulado saudita em Istambul, na Turquia.

Uma empresa envolvida na plataforma, chamada NSO Group, é acusada de ter fornecido o software espião que permitiu aos assassinos de Khashoggi rastreá-lo. A companhia nega, no entanto, envolvimento no episódio e refuta as acusações.

Embora o Pegasus seja envolvido em espionagem, e não propriamente em golpes, ele coloca em evidência vulnerabilidades do WhatsApp que podem afetar usuários comuns.

COMO EVITAR ESSE GOLPE?

Tavares diz que ainda não há nenhuma maneira de se proteger dos ataques desse equipamento. Ele explica que isso ocorre porque o dispositivo identificou uma falha na segurança no WhatsApp ainda não identificada pelos técnicos do aplicativo.

Além de tentar “fiscalizar” a vida do próximo, pode também ser porta aberta para bandidos

O Facebook está tentando processar o NSO Group. A empresa nega, no entanto, qualquer irregularidade. Em documentos judiciais, o Facebook acusa a empresa de explorar uma vulnerabilidade então desconhecida no WhatsApp, usado por aproximadamente 1,5 bilhão de pessoas em 180 países.

Mas Tavares afirma que hoje poucas pessoas são alvos dos grupos que detém o Pegasus. “Como ele é vendido por um valor extremamente alto, ele só é comprado para espionar pessoas de grande interesse público, como políticos, jornalistas e ativistas de direitos humanos”, avisa.

Fonte: BBC News/Foto: (Divulgação)

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