Após novo decreto, setor de eventos comemora fim da restrição de público em festas

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Eventos sociais e esportivos são liberados sem limitação de público no Ceará a partir do dia 7 de março. Os locais, no entanto, devem exigir o comprovante da vacinação da 3ª dose e uso obrigatório de máscara. As medidas foram anunciadas nesta sexta-feira, 4, pelo governador Camilo Santana (PT). Conforme Camilo, são liberados os eventos que possam ser controlados respeitando a capacidade dos espaços.

“As pessoas poderão realizar eventos sociais, festivos e esportivos sem limitação de público, contanto que seja espaços controlados que exijam o passaporte de vacinação das três doses, acima de 18 anos, e também da obrigatoriedade da máscara”, explicou o governador.

O decreto atual, vigente até o próximo domingo (6), estabelece a capacidade máxima de 250 pessoas em locais fechados e 500 nos abertos. Esse limite foi definido em janeiro deste ano, com o avanço da variante ômicron, mas agora foi flexibilizado diante da queda do número de casos da doença no estado.

Outra medida anunciada no novo decreto estadual de combate à Covid-19 no Ceará é a não obrigatoriedade do uso da máscara N95 aos trabalhadores de estabelecimentos e serviços, como supermercados e escolas, com exceção para aquelas atividades que exigem no protocolo a utilização do equipamento. A medida havia sido estabelecida no dia 14 de janeiro.

Para a diretora da Academia Brasileira de Eventos e Turismo (ABEVT), Enid Câmara, a liberação é um sinal de esperança depois de anos difíceis para as empresas.

“Acho que  é uma decisão sábia, afinal o cenário já é outro e o setor está há dois anos parado por decreto. As empresas que sobreviveram até aqui precisavam deste sinal e de uma esperança. Vamos trabalhar muito e continuar lutando que venham além de liberação, novas políticas públicas e privadas que possam amenizar o sofrimento de tantos empreendedores desta importante cadeia produtiva”, afirma. 

Volta ao trabalho

A presidente da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos no Ceará (Abrape-CE), Liege Xavier, considera que medida é vista com “ótimos olhos”. Segundo ela, o setor se anima com a possibilidade de voltar a trabalhar.

“Já veio até tarde, era o único estado do Brasil com restrição. A gente há muito tempo já queria uma abertura maior, não tinha mais o que fazer. O setor estava totalmente estagnado, totalmente parado”, diz.

Liege destaca que o setor já está sendo uma grande alavanca da imunização no estado e deve continuar sendo com a liberação, já que a entrada nos eventos só é possível mediante apresentação de comprovante de vacinação. Ela ressalta que, para além da liberação, as empresas precisam de apoio neste momento.

“O primeiro passo é voltar a trabalhar. A gente é um setor que trabalha e coloca para frente mais de 60 outras profissões, é uma cadeia toda que é beneficiada. Agora a gente primeiro quer voltar a trabalhar e depois vamos continuar precisando de apoio, porque ficamos dois anos sem trabalhar, tivemos pouca abertura de tempo e capacidade. O setor precisa de um olhar especial para que ele consiga retomar”, defende.

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