Fiscalização da Prefeitura tira o sono dos ambulantes da calçada do Fórum

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Ambulantes instalados nas proximidades da calçada do Fórum reclamam da queda nas vendas

A queda do poder aquisitivo, principalmente, nas famílias de baixa renda, reflete como um todo, no poder de compra do fortalezense. Os estragos são ainda maiores na vida de milhares de trabalhadores que sobrevivem de vendas alternativas. Incluídos nesse contexto, como não poderia ser diferente, o comércio de ambulantes instalado em torno do Fórum Clóvis Beviláqua, na Rua Des. Floriano Benevides Magalhães, Edson Queiroz, amarga dias difíceis.

Além do sumiço da clientela, na sua grande maioria composta por moradores da periferia, envolvidos e com pendências na justiça, os ambulantes relatam sobre os avisos “constantes” da Prefeitura de Fortaleza. Eles dizem que o poder municipal pretende acabar com esse tipo de comércio alternativo existente nos proximidades do Fórum. A sobrevivência deles vai depender se permanecerão nesse local. Ou não.

Torcendo para não ser despejado do local de trabalho, um ambulante instalado na calçada do Fórum, do lado da Avenida Washington Soares, preferindo o anonimato (J.S.C), conta seu drama. “Faz mais de 15 anos sobrevivo por aqui. A gente fica só pela manhã. Mas estão falando que nós vamos ter que sair. Escuto esses boatos há bastante tempo. Até agora estamos na luta. Daqui tiro o sustento. Hoje, já perto de onze horas da manhã, só vendi um pedaço de bolo”, relata.

Outro ambulante, concorrente de J.S.C, um pouco mais afoito, denuncia que a falta de dinheiro, por algum tempo, pode ser encarada. Difícil é não ter certeza do ponto. “O pessoal da Prefeitura diz que não podemos ficar na calçada. Improvisamos e colocamos nossos produtos no terreno entre a calçada da avenida (Washington Soares) e a calçada do Fórum. Pense, num imprensado”, revela, levando na esportiva.

Os vendedores ambulantes instalados, na Rua Des. Floriano Benevides, em frente ao Fórum, compõem a elite desse comércio. Nas barracas são vendidos desde bombons ao famoso (pf) prato feito. Apesar da boa localização, esses comerciantes, também, enfrentam seus obstáculos. O maior deles. O espaço ocupado na calçada do NAMI da Unifor e a visibilidade. Uma advogada, sem se identificar, falou que os ambulantes são folgados. “Cobram um absurdo por alimentos sem procedência, não pagam impostos e sujam a rua”. Finalizou. Curto e grosso.

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