Alerta nas Forças Armadas: depois da fala de Bolsonaro e extremismo nos EUA

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As declarações do presidente Jair Bolsonaro de que atos de violência, como os vistos na invasão do Congresso dos Estados Unidos, possam se repetir no Brasil em 2022 levantaram o alerta da alta cúpula das Forças Armadas. O dito presidente, sem provas, alega que as eleições em 2022, posta em prática com atual sistema de votação, não é seguro e pode ser manipulado. Aposta na volta ao passado. Cédula eleitoral de papel.

A avaliação, dentro de Exército, Marinha e Aeronáutica, é de que os militares, dificilmente, embarcariam em uma investida autoritária contra um presidente eleito. No entanto, existem preocupações com manifestações civis. Um dos fatos lembrados no setor é a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), convocado pelo presidente Michel Temer, em 2017, contra manifestantes resistentes à reforma da Previdência e que depredaram edifícios da Esplanada.

O cientista político Cristiano Noronha, sócio da Arko Advice, lembrou que o discurso de Bolsonaro de contestar o processo eleitoral vem de antes de sua eleição. “Já disse que tem provas sobre isso, mas nunca apresentou. Se ele perder em 2022, vai colocar em dúvida as nossas urnas e pode acontecer coisa semelhante com o que ocorreu nos Estados Unidos”, afirmou. No entanto, Noronha acrescentou que os Poderes constituídos não vão corroborar a insurgência, tampouco as Forças Armadas.

Noronha vai mais adiante: “Não vai haver apoiamento por parte das Forças Armadas, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), do Congresso e, muito menos, do Supremo (Supremo Tribunal Federal). Existem mecanismos institucionais e democráticos de questionamento. Houve na chapa da ex-presidente Dilma e há em curso da chapa do próprio Bolsonaro”, sentenciou.

Fonte: CB/Arilo/Foto: (Acácio Pinheiro/Agência Brasília)

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